O dólar comercial abriu em baixa hoje, de 0,06%, cotado a R$ 1,607 no mercado interbancário de câmbio. Instantes após a abertura, a moeda americana ampliava a baixa e caía 0,19%, a R$ 1,605, na taxa mínima do dia até o momento.

Na última sexta-feira (dia 8), o dólar comercial fechou em alta de 1,07%, retomando o nível de R$ 1,60, cotada a R$ 1,608. Esta manhã, o dólar à vista era negociado a R$ 1,608, estável, após abertura a R$ 1,6057 (- 0,14%), na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F).

Os conflitos entre a Rússia e a Geórgia afetam o comportamento dos preços do petróleo e, conseqüentemente, resvalam na relação das principais moedas estrangeiras. Após ter fechado na menor cotação desde maio, na casa dos US$ 115,00 o barril na sexta-feira, a matéria-prima (commodity) opera em alta hoje.

Na semana passada, uma pressão de saída de recursos estrangeiros garantiu a apreciação do dólar ante o real, com a cotação superando novamente a marca de R$ 1,60. O movimento foi visto como um ajuste pontual pela maioria dos especialistas. Se assim for, hoje, com a maior estabilidade da moeda européia no exterior, abre-se espaço para o zero a zero aqui também. Ou até uma nova valorização do real. Porém, não dá para descartar que as remessas de estrangeiros para fora continuem e pressionem o dólar para cima.

Com a agenda do dia fraca lá fora e aqui, o mercado doméstico de câmbio tende a dançar conforme o fluxo. O único destaque fica por conta dos dados da balança comercial brasileira. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulga, às 11 horas, o resultado referente à segunda semana de agosto (dias 4 a 8).

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