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O dólar comercial abriu em alta hoje, de 1,67%, cotado a R$ 1,95 no mercado interbancário de câmbio. Ontem, a moeda americana fechou em alta de 0,84%, a R$ 1,918.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista era negociado em forte alta de 2,88%, a R$ 1,98, após abertura em alta de 1,33%, a R$ 1,95.

Enquanto a Europa reage com entusiasmo à aprovação pelo Senado dos Estados Unidos do pacote remodelado de auxílio ao sistema financeiro, os índices futuros do mercado acionário americano mostram reticências. Talvez porque as medidas ainda tenham que enfrentar a Câmara, onde a primeira versão foi rejeitada na segunda-feira (dia 29), provocando surpresas e uma onda de pânicos nos negócios. Além disso, tornou-se consenso entre os analistas que o pacote evita o pior dos cenários, mas não é capaz de brecar um desaquecimento econômico global mais intenso do que se esperava, com castigo maior para os países desenvolvidos, mas significativo também nos emergentes.

E essas perspectivas ainda não estão bem dimensionadas, nem devidamente precificadas. Até porque o tamanho da crise é incerto.

Assim, a volatilidade deve seguir como principal característica do mercado e os indicadores econômicos tendem a merecer mais atenção. Não só nos EUA, mas também na Europa e em economias como a da China, Índia e até mesmo do Brasil, que no início dos problemas das hipotecas de segunda linha (subprime) foram apontadas como "substitutas" no papel de motor da atividade global.