Após uma sequência de quedas em relação ao real, o dólar comercial abriu em forte alta hoje, de 1,29%, negociado a R$ 1,721 no mercado interbancário de câmbio. Ontem, a moeda norte-americana fechou o dia em queda de 0,23%, cotada a R$ 1,699.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu em alta de 0,91%, a R$ 1,715.

As condições para que o mercado faça um ajuste de alta nas cotações do dólar hoje estão dadas. Resta saber se o fluxo de recursos vai deixar e por quanto tempo. A moeda norte-americana sobe ante o euro e outras moedas no exterior e, no Brasil, cresce a discussão em torno da adoção de medidas que possam brecar a valorização acentuada do real.

Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou estar "um pouco preocupado" com a recente valorização do câmbio. Hoje, o jornal O Estado de S. Paulo publicou matéria segundo a qual o governo estaria estudando a possibilidade de retomar a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na entrada de capitais estrangeiros para aplicações em renda fixa e títulos públicos. Segundo a reportagem, não estaria descartada a cobrança em outros tipos de operações, como investimentos em bolsa.

Contudo, os investidores não perderão de vista as entradas de recursos previstas para o curto prazo e a percepção de que, com taxas ou não para o capital internacional, o Brasil seguirá como País de grande potencial e, portanto, atraente para investimentos. Também continuarão acompanhando o noticiário internacional, com destaques para os indicadores dos Estados Unidos e os resultados corporativos.

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