O dólar comercial abriu em alta hoje, de 0,55%, cotado a R$ 1,656 no mercado interbancário de câmbio. Instantes após a abertura, às 10h07 (de Brasília), a moeda americana ampliava a alta e subia 0,97%, a R$ 1,663, na taxa máxima do dia até o momento.

Ontem, o dólar comercial fechou em alta de 0,86%, a R$ 1,647. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista subia 1,03%, a R$ 1,663, também na taxa máxima do dia, após abertura em alta de 0,52%, a R$ 1,6545.

A moeda americana continua tirando vantagem dos problemas econômicos dos demais países desenvolvidos e registra valorização generalizada ante as principais moedas estrangeiras na manhã de hoje. A queda do preço do petróleo, que é negociado na casa dos US$ 108 o barril tanto em Londres quanto em Nova York, também sustenta o dólar.

Na Ásia, os problemas políticos da Tailândia afetam as moedas da região e cinco bancos centrais, incluindo o da Índia, intervieram nos negócios para segurar suas moedas. Por enquanto, o impacto está restrito à região, mas os especialistas devem ficar de olho, principalmente em possíveis repercussões em outros países emergentes.

No Brasil, o farol tem sido a relação entre o dólar e o euro. E hoje, mais uma vez, a moeda americana está em vantagem, o que tende a levar o real a desvalorizar também. Além disso, os investidores devem focar o fluxo de recursos. Habitualmente, o início do mês é forte em exportações e os últimos dados da balança comercial mostram números vigorosos nessa variável. O mercado doméstico também está na expectativa de que, com o fim das férias no Hemisfério Norte, o fluxo financeiro de dólares possa aumentar.

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