O dólar comercial abriu em alta hoje, de 0,45%, cotado a R$ 1,78 no mercado interbancário de câmbio. Ontem, a moeda americana fechou em forte alta, de 2,07%, a R$ 1,772, no maior valor desde janeiro.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista era negociado a R$ 1,773 (+0,06%), na taxa mínima do dia até as 10h15 (de Brasília), após abertura em alta de 0,45% a R$ 1,78.

O mercado acordou na expectativa da divulgação dos resultados do banco de investimento Lehman Brothers. Os foram anunciados logo pela manhã e os investidores não gostaram dos resultados. O quarto maior banco dos Estados Unidos registrou um prejuízo de US$ 3,9 bilhões no terceiro trimestre fiscal, bem acima do esperado. Pouco depois do anúncio, as ações do banco, que chegaram a recuperar 26% do seu valor mais cedo, num ajuste à queda recorde de ontem (44,95%), diminuíram a valorização para 8%.

A confirmação dos problemas do Lehman são um balde de água fria na decisão do Tesouro dos EUA, que no fim de semana resolveu intervir nas agências de hipotecas Freddie Mac e Fannie Mae. Depois do alívio conseguido com a medida, os analistas começaram a vislumbrar a possibilidade de que o Tesouro americano não terá fôlego para controlar as dificuldades que devem vir pela frente.

Perante a gravidade do cenário internacional, de crise profunda no sistema financeiro dos EUA e desaquecimento econômico global, internamente, nem os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do País estão conseguindo sustentar expectativas de entradas de recursos estrangeiros. A economia brasileira cresce 6,1% no segundo trimestre deste ano, ante o mesmo período do ano anterior e superou as estimativas do mercado. No primeiro semestre de 2008 e no acumulado dos últimos 12 meses, a alta é de 6%.

Semanas atrás, com grau de investimento e esses dados robustos se opondo ao que acontece nos países desenvolvidos, o mercado financeiro doméstico viveria uma euforia. Hoje isso não será possível.

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