O dólar comercial iniciou as negociações de hoje no mercado interbancário de câmbio em alta de 0,26%, a R$ 2,291. Ontem, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,35%, após três sessões seguidas de queda, ainda abaixo dos R$ 2,30, cotada a R$ 2,285.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu em alta de 0,13%, R$ 2,288.

Hoje, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) encerra sua reunião de política monetária e anuncia as decisões tomadas. Com o juro básico norte-americano atual na faixa de zero a 0,25% ao ano, não se espera alterações nesse segmento. Porém, as expectativas de que o comunicado indique alguma outra medida são grandes. O mercado fala, por exemplo, em um programa de compra de títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries), que injetaria mais liquidez no sistema. No outro lado do mundo, no Japão, o banco central japonês (BoJ, na sigla em inglês) manteve a taxa básica de juros do país em 0,10% ao ano, mas decidiu realizar mais compras diretas de títulos do Tesouro, para melhorar as condições de financiamento no mercado.

Internamente, de positivo, o mercado de câmbio tem a notícia da captação de US$ 200 milhões da operadora de telefonia Embratel. O preço dos recursos, de Libor (taxa interbancário do mercado londrino) mais 2,8%, por cinco anos, foi considerado bom para o momento. Porém, os especialistas não acreditam que essa operação crie grandes expectativas de retomada do fluxo de entrada de dólares no curto prazo. Eles avaliam que o movimento será restabelecido lentamente e lembram que várias emissões de empresas brasileiras no exterior estão engatilhadas, mas ficaram suspensas pela crise do crédito. Foi por isso, inclusive, que o BC disponibilizou a linha de financiamento para as empresas que têm compromissos a honrar no exterior. Ainda assim, a captação da Embratel foi considerada uma boa notícia.

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