O dólar comercial abriu em alta de 0,24%, cotado a R$ 1,667 no mercado interbancário de câmbio. Instantes após a abertura, às 10h01 (de Brasília), a moeda americana reduzia a alta e subia 0,12%, a R$ 1,665 .

Ontem, o dólar comercial fechou em alta de 0,97%, a R$ 1,663. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista também reduzia a elevação, com alta de 0,14%, a R$ 1,6655, após abertura em alta de 0,23%, a R$ 1,667.

Novos dados confirmam a fragilidade da economia européia na manhã desta quarta-feira que é abalada ainda pela informação de que a gestora Ospraie Management, uma das maiores participantes do mercado de matérias-primas (commodities), está fechando seu maior fundo. E o dólar segue ganhando força ante as moedas fortes européias. Também continuam as perdas nos preços do petróleo e demais commodities.

Por aqui, não deve ser diferente. Tudo aponta na direção de uma nova alta da moeda americana. Até porque, commodities são a principal alavanca do superávit comercial e as entradas financeiras insistem em não ocorrer, apesar do término das férias no hemisfério Norte.

Vale registrar que a Bovespa encerrou o mês de agosto com saldo de capital externo negativo em R$ 2,251 bilhões, resultado de compras de R$ 33,905 bilhões e vendas de R$ 36,157 bilhões. Em 2008, o saldo é negativo em R$ 16,535 bilhões. Foi o terceiro mês consecutivo de retiradas, embora o ritmo tenha diminuído substancialmente. Em junho e julho, os saques líquidos de estrangeiros ultrapassaram R$ 7 bi ao mês e foram importantes componentes de pressão de alta na cotação do dólar.

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