O dólar comercial abriu em alta hoje, de 0,18%, cotado a R$ 1,681 no mercado interbancário de câmbio. Ontem, a moeda americana fechou em alta pelo quinto pregão consecutivo, a R$ 1,678 (+0,9%).

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista avançava 0,33%, a R$ 1,6815, após abertura em alta de 0,18%, a R$ 1,679.

As taxas básicas de juros da zona do euro (15 países europeus que compartilham a moeda) e do Reino Unido foram mantidas, conforme esperado pelo mercado. Porém, as expectativas para o pronunciamento do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, são grandes, pois o mercado quer avaliar se os últimos dados da economia da zona do euro, mostrando desaquecimento cada vez maior, mudaram algo na percepção da autoridade monetária.

Enquanto esperam, os investidores optam por continuar dando fôlego ao dólar ante as principais moedas estrangeiras, a despeito da alta dos preços do petróleo e das demais matérias-primas (commodities), esta manhã. Até porque, as valorizações e os volumes de negócios são frágeis.

A cautela internacional deve continuar reverberando no mercado doméstico e o restante do dia depende a agenda, já que o fluxo de recursos insiste em manter-se inexpressivo. Segundo operadores, os exportadores seguram as operações, enquanto vislumbram possibilidade de cotações ainda mais altas no curto prazo. No segmento financeiro, a expectativa, durante agosto, era de que as entradas aumentassem com a chegada de setembro e o fim das férias no hemisfério Norte. Mas até agora nada de expressivo ocorreu.

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