SÃO PAULO - O dólar comercial começa o mês em baixa ante o real, mas ainda respeita a linha de R$ 1,73, vista como"piso informal"em função do aumento nas atuações do Banco Central depois que tal patamar foi rompido no intradia de alguns pregões. Ao final da jornada, o dólar comercial apontava queda de 0,34%, a R$ 1,730 na compra e R$ 1,732 na venda. Na mínima, a divisa chegou a ser negociada a R$ 1,728.

SÃO PAULO - O dólar comercial começa o mês em baixa ante o real, mas ainda respeita a linha de R$ 1,73, vista como"piso informal"em função do aumento nas atuações do Banco Central depois que tal patamar foi rompido no intradia de alguns pregões. Ao final da jornada, o dólar comercial apontava queda de 0,34%, a R$ 1,730 na compra e R$ 1,732 na venda. Na mínima, a divisa chegou a ser negociada a R$ 1,728. Na roda de"pronto"da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar cedeu 0,44%, para fechar a R$ 1,7294. O volume dobrou para US$ 107,75. Já no interbancário, o giro estimado ficou em US$ 2,5 bilhões. Pelo terceiro pregão seguido, o BC fez duas atuações no mercado à vista. A primeira, por volta das 12 horas, teve taxa de corte a R$ 1,7343. Já a segunda, chamou atenção em função do horário, após as 16 horas, quando os negócios estão praticamente encerrados. Nessa operação a taxa foi de R$ 1,7307. Segundo o analista de câmbio da BGC Liquidez, Mário Paiva, o dólar deve seguir trabalhando entre R$ 1,70 a R$ 1,80. Os bancos e os estrangeiros seguem vendidos (posições pró-real) e o mercado conta apenas com um comprador que é o BC. Ou seja, a oferta supera a demanda. Fora isso, diz o especialista, a perspectiva de novas altas na taxa Selic também contribui para pressionar o preço do dólar para baixo. Segundo Paiva, as operações de arbitragem de taxa de juros ficam cada vez mais atraentes, conforme o juro externo permanece próximo de zero e a taxa local tem uma elevação estima de 3 pontos percentuais, para próximo de 12% ao ano. Pelo lado externo, o euro caiu forte, sendo negociado abaixo de US$ 1,31. Tal movimentação demonstra pouca confiança no novo plano de resgate à Grécia, que agora dispõe de 110 bilhões de euros para tentar rolar seu endividamento. A contrapartida é um programa de austeridade fiscal de 30 bilhões de euros, ou o equivalente a 11% do PIB, em três anos. O plano também traz outro tipo de preocupação. Se a Grécia que é uma economia pequena precisa de tamanho volume de recursos, o mercado se pergunta o quanto seria necessário para ajudar a Espanha, por exemplo, que é uma economia muito maior. (Eduardo Campos | Valor)

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