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SÃO PAULO - O dólar comercial voltou a se descolar da instabilidade do mercado externo, da queda no preço das commodities e da correlação como o euro e começa semana perdendo valor para o real. Depois de uma breve tentativa de alta pela manhã, o dólar comercial encerra o pregão a R$ 1,753 na compra e R$ 1,755 na venda, queda de 0,39%. Na roda de"pronto"da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda teve baixa de 0,36%, para fechar a R$ 1,7552. O volume subiu de US$ 68,5 milhões para US$ 88,5 milhões.

SÃO PAULO - O dólar comercial voltou a se descolar da instabilidade do mercado externo, da queda no preço das commodities e da correlação como o euro e começa semana perdendo valor para o real. Depois de uma breve tentativa de alta pela manhã, o dólar comercial encerra o pregão a R$ 1,753 na compra e R$ 1,755 na venda, queda de 0,39%. Na roda de"pronto"da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda teve baixa de 0,36%, para fechar a R$ 1,7552. O volume subiu de US$ 68,5 milhões para US$ 88,5 milhões. No interbancário, o giro estimado ficou acima dos US$ 3,2 bilhões em linha como registrado na sexta-feira. Segundo o gerente de operações da B & T Associados Corretora de Câmbio, Marcos Trabbold, a formação de preço continua descolada do fluxo de moeda ou de qualquer outro fundamento."Os investidores estão jogando o dólar para baixo mesmo", avalia. Na visão do especialista, os bancos e outros agentes que carregam posições vendidas em moeda americana trabalham pela apreciação do real. No entanto, pondera Trabbold, esse tipo de movimento não dura para sempre. E assim que as questões fundamentais, como fluxo e contas externas voltarem a preponderar, o dólar tenderia retornar à linha de R$ 1,80. Outro ponto ressaltado pelo especialista é o esperado ciclo de aperto monetário, que pode levar a Selic a 11,50% no final do no ano (segundo o Focus), atraindo mais dólares para as operações de arbitragem de taxa de juros. O especialista também aponta que apesar do viés de baixa, os agentes operam com a expectativa de que o Banco Central pode acentuar as compras, ou fazer mais de uma atuação por dia, caso do dólar venha a romper a linha de R$ 1,75. (Eduardo Campos | Valor)
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