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Dólar cede 1,19% e fecha abaixo de R$ 2,50

SÃO PAULO - A moeda norte-americana superou a instabilidade do começo do pregão e fechou a terça-feira apontando para baixo. A taxa atingiu a mínima do dia, a R$ 2,427, ou queda de 2,95%, depois que o Banco Central voltou a atuar no mercado à vista, no meio da tarde.

Valor Online |

Nos instantes finais do pregão, no entanto, as vendas perderam um pouco de força e o dólar comercial fechou com queda de 1,19%, negociado a R$ 2,469 na compra e R$ 2,471 na venda.

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a divisa teve desvalorização de 1,16%, fechando também a R$ 2,471. O giro financeiro somou US$ 199,75 milhões.

O gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio, Reginaldo Galhardo, nota que o mercado continua especulando contra o Banco Central e um sinal claro disso foi a puxada de alta no começo do pregão, quando a divida bateu a máxima de R$ 2,548. "O investidor segue defendendo sua posição comprada."
Ainda de acordo com Galhardo, parte da instabilidade do mercado pode ser creditada à falta de transparência e atuação do Banco Central. "O BC não quer vender no mercado à vista, só vende swap", aponta o especialista, lembrando ainda que muitas das operações à vista são feitas apenas para atender uma demanda localizada dos bancos.

Segundo o gerente, no lado real do mercado, ou seja, por onde transitam as operações de comércio exterior, a visão que se tem é de os agentes estão vendo ou imaginando uma crise pior do que aquela comentada pelas autoridades monetárias.

Pelo lado das exportações, ainda há dificuldade para obtenção de crédito e as taxas seguem bastante elevadas. Nas importações, já começam a chegar reclamações dos portos por falta de espaço, já que o importador não está desembaraçando as compras para não precisar fechar o câmbio. "Tivemos inúmeras mudanças do mercado e o BC está plácido", resume o especialista.

Além da venda à vista, o Banco Central também realizou leilão para rolagem dos swaps que vencerão em janeiro de 2009. O mercado tomou 83% dos 80 mil contratos ofertados em um operação que movimentou US$ 3,218 bilhões. Ainda hoje, a autoridade monetária sonda o mercado para verificar a demanda e continuar com a rolagem.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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