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Dólar cai pelo segundo dia e volta a valer menos de R$ 2,30

SÃO PAULO - Bolsas e commodities em alta estimularam os investidores a continuar desmanchando suas posições defensivas em moeda estrangeira. Com isso, o dólar perdeu valor ante o real pelo segundo dia, voltando a valer menos de R$ 2,30.

Valor Online |

Depois de testar a máxima a R$ 2,323, as vendas ganharam corpo e o dólar comercial encerrou o dia valendo R$ 2,286 na compra e R$ 2,288 na venda, queda de 0,86%.

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda recuou de 0,74%, fechando também a R$ 2,288. O giro financeiro somou US$ 128 milhões.

Segundo o gerente de câmbio da Trevisto Corretora de Câmbio, Reginaldo Galhardo, o cenário externo influencia a formação da taxa, mas é o desmanche de posições compradas (apostas contra o real) no mercado futuro que põe o dólar efetivamente para baixo.

O especialista lembra que os investidores estrangeiros comandaram a valorização do dólar desde agosto do ano passado ao elevar as apostas contra o real, só que agora, essa posição, que ainda soma cerca de US$ 12 bilhões, começa a ficar desconfortável.

Para Galhardo, o efeito calendário deve estimular a reversão desses contratos, pois a partir de março o fluxo de moeda para o país aumenta via exportações de matérias-primas.

Já no mercado físico, o gerente nota que a quantidade de dólares aumentou um pouco, o que justifica a ausência do Banco Central, que pelo segundo dia não ofertou moeda à vista.

Galhardo também chama atenção para a captação da Petrobras, que levantou US$ 1,5 bilhão no mercado externo pagando 8,125% ao ano. Tal captação abre as portas para outras empresas buscarem dinheiro lá fora.

No câmbio internacional, o euro mudou de direção e também subiu ante o dólar. A libra também ganhou terreno, com os agentes acreditando que o Banco da Inglaterra (BoE) não vai mais cortar a taxa de juros do país. Hoje, a autoridade monetária derrubou o custo do dinheiro de 1,5% para 1% ao ano, menor taxa em 315 anos.

A partir de amanhã, os agentes contam com um novo contrato futuro de câmbio, que relaciona diretamente reais por euro. Trata-se do primeiro produto lançado pela BM & FBovespa em parceria com a Chicago Mercantile Exchange (CME Group) e contará com cinco formadores de mercado, agentes que garantirão liquidez para os contratos. O código de negociação será EBR e o contrato é 50 mil euros.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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