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Dólar cai pelo 2º dia seguido e fecha a R$ 2,185

O dólar voltou a fechar em baixa hoje, pelo segundo dia seguido, influenciado em parte pela firme recuperação técnica das bolsas globais, mas principalmente por causa do interesse de investidores em relação à compra de swaps cambiais do Banco Central. No fechamento, a moeda americana cedeu 2,63%, a R$ 2,185 no mercado interbancário de câmbio e na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F).

Agência Estado |

O giro financeiro foi de cerca de US$ 2,5 bilhões.

Segundo um operador de um grande banco, os tomadores de swaps vendidos pela autoridade monetária têm interesse no enfraquecimento da ptax (taxa de câmbio de referência do BC) do dia, porque quanto mais baixa for a taxa média do dólar maior poderá ser o retorno financeiro da operação de compra desses contratos pelo banco. A ptax diária é usada nos ajustes desses contratos. Dessa forma, afirmou a fonte, esses investidores procuram se movimentar nos mercados futuro e no à vista visando a queda das cotações que, por tabela, influencia na formação da ptax.

Coincidência ou não, desde que o BC anunciou, na última quinta-feira (dia 23), o programa de venda de US$ 50 bilhões em swap cambial seguido de uma série de leilões, a taxa ptax vêm caindo diariamente, inclusive na sexta-feira (dia 24), quando o dólar comercial fechou em alta de 0,95%, a R$ 2,327. Desde quinta-feira passada, o BC realizou seis leilões de swap cambial e vendeu cerca de US$ 6 bilhões desses contratos, incluindo a negociação de hoje, de US$ 497,6 milhões. Nesses quatro dias úteis, o dólar à vista caiu 8,19% e a ptax de venda, usada para os ajustes das operações de swap, apura baixa de 7,48%.

Outro fator para a manutenção do declínio do dólar, de acordo com um operador de uma corretora, é a confiança do investidor de que o BC, se houver necessidade, vai agir com mais força para conter a valorização da moeda. Esta percepção ajuda a acalmar a demanda por dólares. "O BC está minando o mercado com liquidez e os investidores acreditam no poder de fogo da autoridade monetária, por isso, relaxaram um pouco, com vista a um cenário externo mais favorável hoje", afirmou.

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