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Dólar cai para R$ 2,31, menor preço em duas semanas

SÃO PAULO - O bom humor nas bolsas e a valorização no preço das commodities influíram na formação da taxa de câmbio nesta segunda-feira, garantindo pregão de baixa para o dólar. Contribuindo para a perda de valor, o Banco Central seguiu com as atuações no mercado à vista, vendendo moeda a R$ 2,3105.

Valor Online |

A autoridade monetária também rolou 60,8% do lote de 35 mil swaps com vencimento em fevereiro, movimentando US$ 1,05 bilhão.

Ao final do pregão, o dólar comercial valia 1,32% menos, negociado a R$ 2,308 na compra e R$ 2,310 na venda. O preço é o menor em duas semanas.

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda teve desvalorização de 1,33%, fechando a R$ 2,308. O giro financeiro somou US$ 177,75 milhões. No interbancário o movimento foi superou a US$ 1,3 bilhão.

Segundo o gerente de operações da B & T Associados Corretora de Câmbio, Marcos Trabbold, a sinalização do mercado externo influi na formação da taxa de câmbio, mas o que define mesmo o preço são as brigas no mercado futuro.

Trabbold lembra que os estrangeiros mantêm grande posição comprada (aposta contra o real) na BM & F e tentam segurar a taxa para cima para rentabilizar seus contratos. No entanto, a divisa tende a buscar acomodação entre R$ 2,20 e R$ 2,30, patamar dentro do esperado pelo mercado.

Segundo o especialista, o menor fluxo de exportação também preocupa, mas os resultados negativos não causam surpresa. Além da falta de crédito para exportação, há menor demanda em função da crise internacional.

Na quarta semana de janeiro, o saldo comercial foi negativo em US$ 255 milhões. Para Trabbold o mercado está em período de acomodação, com os exportadores queimando os estoques antes de buscar novas negociações.

Ainda hoje, os agentes receberam os dados sobre as contas externas brasileiras. Segundo o Banco Central, a conta corrente ficou deficitária em US$ 28,3 bilhões em 2008, pior resultado desde 1998.

Para consultoria Rosenberg & Associados, as contas deverão sofrer uma alteração em 2009. Com a desaceleração da economia, a corrente de comércio do Brasil tende a recuar, resultando em piora da balança comercial. Por outro lado, diz a consultoria, o menor crescimento doméstico e o câmbio mais alto desestimulam as remessas de lucros e dividendos e o gasto com viagens internacionais. Com isso, a expectativa é de que não haja uma piora das transações correntes em 2009, com déficit recuando para a casa dos US$ 22 bilhões.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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