A expectativa de que o Brasil deve continuar a atrair recursos, seja para arbitragem de juros, seja para investimentos de longo prazo, manteve o mercado doméstico de câmbio em linha oposta ao desempenho da moeda americana no exterior, onde o dólar se fortaleceu com os dados que indicam a recuperação da economia dos EUA, ao mesmo tempo em que o euro sofreu o revés da desconfiança de que o pacote grego não impeça a crise de se alastrar pelo bloco. Por aqui, o Banco Central continua com ação agressiva, fazendo, pelo terceiro dia seguido, dois leilões de compra de dólares no mercado à vista.

A expectativa de que o Brasil deve continuar a atrair recursos, seja para arbitragem de juros, seja para investimentos de longo prazo, manteve o mercado doméstico de câmbio em linha oposta ao desempenho da moeda americana no exterior, onde o dólar se fortaleceu com os dados que indicam a recuperação da economia dos EUA, ao mesmo tempo em que o euro sofreu o revés da desconfiança de que o pacote grego não impeça a crise de se alastrar pelo bloco. Por aqui, o Banco Central continua com ação agressiva, fazendo, pelo terceiro dia seguido, dois leilões de compra de dólares no mercado à vista.

Ao final deste primeiro pregão de maio, o dólar à vista negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fechou a R$ 1,7294, queda de 0,44%. No mercado interbancário de câmbio, o dólar comercial caiu 0,40% para R$ 1,73, após oscilar entre a mínima de R$ 1,727 e a máxima de R$ 1,736. Desde o começo do ano, o dólar comercial acumula queda de 0,75%. O euro comercial cedeu 1,21% para R$ 2,284, baixa acumulada de 8,60% no ano.

No câmbio turismo, o dólar encerrou a segunda-feira a R$ 1,847 (venda) e R$ 1,75 (compra). O euro turismo foi cotado a R$ 2,443 (venda) e R$ 2,303 (compra).

"Há muitos 'comprados' em reais e o cenário continua a apontar atração de capital ao Brasil", disse Felipe Brandão, corretor de mercados emergentes da Icap Brasil. Segundo ele, mesmo em dias como hoje, em que tudo parece favorecer a divisa americana, o dólar por aqui não tem força para subir.

Internamente, o Banco Central realizou dois leilões de compra - pelo terceiro dia consecutivo -, prática que retomou em 15 de abril. Até então, desde maio do passado, realizava apenas um leilão diário. Hoje, os leilões aconteceram entre por volta do meio-dia, com taxa de corte das propostas fixada em R$ 1,7343, e o segundo às 16 horas, à taxa de corte de R$ 1,7307.

O pacote de ajuda à Grécia, de 110 bilhões de euros, acertado este final de semana entre a União Europeia e o FMI, não foi suficiente para reduzir a pressão sobre o euro. O medo de contágio de outros países, como Portugal e Espanha, por exemplo, continua, assim como a desconfiança de que a Grécia não consiga cumprir os compromissos de austeridade que prometeu para conseguir o socorro.

"Ainda prevalece algum ceticismo em relação à colocação em prática destas medidas em sua plenitude, diante da elevada insatisfação da população (grega) com o preço a ser pago pelos recursos, como o congelamento e até reduções de salários do funcionalismo e aposentadorias, além da elevação de impostos", explica Silvio Campos Neto, economista-chefe do Banco Schahin. Outro foco de incerteza vem da necessidade de aprovação nos parlamentos dos países que irão participar com empréstimos no pacote, como Alemanha, França e Itália. "Ou seja, embora a ajuda esteja definida, os próximos dias ainda devem mostrar desdobramentos", diz o economista.

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