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SÃO PAULO - O preço do dólar segue ajustando para baixo nesta segunda-feira, conforme o novo programa de suporte ao euro, que conta com 750 bilhões de euros, e estimula o apetite por ativos de risco. Por volta das 12h30, o dólar comercial declinava 3,34%, a R$ 1,787 na compra e R$ 1,789 na venda. Cabe lembrar que, na semana passada, o dólar tinha subido 6,5%, passando da linha de R$ 1,73 para R$ 1,85.

SÃO PAULO - O preço do dólar segue ajustando para baixo nesta segunda-feira, conforme o novo programa de suporte ao euro, que conta com 750 bilhões de euros, e estimula o apetite por ativos de risco. Por volta das 12h30, o dólar comercial declinava 3,34%, a R$ 1,787 na compra e R$ 1,789 na venda. Cabe lembrar que, na semana passada, o dólar tinha subido 6,5%, passando da linha de R$ 1,73 para R$ 1,85. No mercado futuro, o dólar com vencimento para junho, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), recuava 2,84%, a R$ 1,794. Depois da queda do preço do euro na semana passada, União Europeia e Fundo Monetário Internacional (FMI) acertaram um programa conjunto para salvar a moeda comum e reduzir a incerteza sobre a estabilidade financeira da região. Além de garantias a empréstimos, o programa também atendeu a outra demanda do mercado, a recompra de títulos privados e de governo no mercado secundário. Segundo o gerente de operações da Terra Futuros, Arnaldo Puccinelli, o acordo europeu é bom, mas não dá para se animar muito, já que o que se vê pela frente é menor crescimento na Europa. A questão, segundo o especialista, é que as restrições fiscais, que são contrapartida do plano, indicam que os países não terão chance de recuperação, pois estarão comprometidos nos próximos anos em pagar o serviço da dívida. "Por enquanto, não podemos falar em solução. Temos que avaliar o impacto futuro das decisões tomadas", pondera Puccinelli. O gerente também aponta que, apesar da reação, a sinalização do mercado também é de certa cautela, pois o euro já reduziu a puxada de alta ante o dólar. Depois de bater US$ 1,30, a moeda recua para a linha de US$ 1,28. (Eduardo Campos | Valor)

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