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Dólar cai forte hoje, a R$ 2,335, mas sobe 32% no ano

A forte queda do dólar comercial hoje não foi suficiente para impedir que a moeda americana encerrasse dezembro com alta acumulada de 0,91%, embora nas mínimas do dia os ganhos no mês chegassem a ser apagados. No ano de 2008, a valorização acumulada pelo dólar comercial foi de 31,55%.

Agência Estado |

Hoje, a moeda caiu 3,31%, para R$ 2,335, com máxima de R$ 2,360 e mínima de R$ 2,308. O giro financeiro no mercado interbancário era estimado em US$ 5,081 bilhões.

Na BM&F, o dólar negociado à vista com liquidação em dois dias úteis (D+2) igualmente terminou em baixa, de 2,29%, a R$ 2,313, com máxima de R$ 2,362 e mínima de R$ 2,3065. No mês, apurou queda de 0,94% e, no ano, avanço de 30,14%. Vale lembrar que ontem a BM&F não aceitou operações com liquidação em D+2 e hoje não foram aceitas operações com liquidação em D+1, já que a câmara de compensação de ordens eletrônicas de débito e crédito (clearing) de câmbio da Bolsa não funciona amanhã.

Analistas afirmaram que as transações foram feitas basicamente com vistas à formação da ptax (taxa média) de fim de ano, que vai balizar a liquidação dos contratos de dólar futuro que vencem hoje. Amanhã a bolsa estará fechada. Para outro economista, a moeda apenas corrigiu os excessos em relação a ontem, quando uma forte zeragem de posição estrangeira teria puxado para cima os preços. "Não houve explicação para o avanço de ontem. Aproveitaram-se de um mercado ilíquido para pressionar e hoje isso foi devolvido", diz ele. Outro economista argumenta que o dólar local hoje alinhou-se ao desempenho global, de desvalorização ante o euro e o iene.

Fato é que o dólar operou em baixa desde a abertura dos negócios e bateu a mínima do dia após a realização do leilão de venda do Banco Central no meio da tarde. A autoridade monetária vendeu moeda com taxa de corte de R$ 2,3290. O volume da operação, segundo fontes, teria ficado em torno de US$ 360 milhões. Mais cedo, no final da manhã, o BC já havia feito um leilão de venda com compromisso de recompra, em que vendeu US$ 530 milhões.

No exterior, o mercado de moedas opera com liquidez reduzida e sem destaques. Por volta das 17 horas, o euro era negociado em US$ 1,1416 (em alta de 0,12%) e o dólar era cotado em 90,27 ienes, quase estável em relação aos 90,22 ienes do encerramento de ontem.

Para os mercados, 2008 foi um ano de reviravoltas e, no câmbio, não foi diferente. A crise global no segmento de crédito inverteu a tendência de queda do dólar no segundo semestre e a moeda, que na mínima do ano chegou a ser negociada em R$ 1,562 no final de julho, em vários pregões posteriormente teve cotação acima de R$ 2,50. Estudo feito pela Economática mostrou que o real foi a moeda que apresentou a maior desvalorização ante o dólar entre as divisas dos sete países que possuem as mais importantes bolsas de valores da América Latina, provocada basicamente pelos efeitos da crise financeira internacional.

E, para 2009, as expectativas não são nada favoráveis, considerando as avaliações de que a crise deve chegar com mais força à economia real dos emergentes nos primeiros meses do ano, e forçar o Banco Central a promover um rápido desaperto nos juros para aliviar a economia.

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