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Dólar cai abaixo de R$1,63 após sessão volátil

Por Silvio Cascione SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em baixa de quase 1 por cento nesta terça-feira, anulando a alta do início da sessão por conta da volatilidade do mercado internacional de câmbio e da atuação de exportadores.

Reuters |

A moeda norte-americana caiu 0,79 por cento, para 1,627 real. No começo do dia, o dólar chegou a ser cotado a 1,649 real --maior valor em cerca de dois meses.

A cotação foi influenciada pelo comportamento do dólar no exterior. A moeda norte-americana começou o dia em alta diante das principais divisas, mas sentiu o baque no final da manhã de dados econômicos piores que o esperado e das preocupações com o setor financeiro.

'Está havendo um realinhamento dos preços em dólar', disse Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da corretora Treviso.

'Fica uma gangorra. (Quando) o dólar valoriza frente a (outras) moedas, o mercado inteiro vai atrás do dólar. O inverso é verdadeiro também', resumiu.

Nos Estados Unidos, o Índice de Preços ao Produtor (PPI) teve em julho a maior alta em 27 anos em termos anuais. Além disso, as ações de bancos como Wells Fargo, Bank of America e Lehman Brothers tinham forte baixa, ajudando a derrubar as bolsas norte-americanas.

Segundo analistas estrangeiros, os investidores aproveitaram a fraqueza do mercado em Nova York para realizar lucros, devolvendo parte da valorização acumulada pelo dólar nas últimas semanas.

Às 16h25, o dólar caía 0,39 por cento diante de uma cesta com as principais moedas internacionais . As commodities tinham alta de 1,08 por cento, de acordo com o índice Reuters-Jefferies, e as bolsas em Wall Street exibiam baixa de mais de 1 por cento.

Vanderlei Arruda, gerente de câmbio da corretora Souza Barros, lembrou que o comércio exterior contribuiu para a queda do dólar no Brasil nesta sessão. 'Alguns exportadores estão aproveitando a alta do dólar', disse.

Dados na página da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) mostravam que, perto do fim dos negócios, o volume de operações já superava 5 bilhões de dólares --tornando a sessão uma das quatro mais movimentadas do mês.

Na última hora de negócios, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares, com uma proposta aceita e taxa de corte de 1,6310 real, segundo um operador.

(Edição de Vanessa Stelzer)

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