O dólar iniciou a segunda parte de negócios do dia em forte queda em relação ao real, acompanhando os ganhos expressivos das bolsas de valores. Às 14h40, o dólar comercial cedia 3,98%, cotado a R$ 2,074, a menor taxa do dia até então.

Na máxima da sessão, valia R$ 2,153 - mais barato que os R$ 2,16 cobrados no encerramento dos negócios ontem.

Enquanto isso, a Bolsa de Valores de São Paulo continuava a ampliar seus ganhos, em linha com a melhora observada em Nova York. O Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, avançava 5,21%, aos 38.342 pontos. Nas bolsas nova-iorquinas, o índice Dow Jones ganhava 2,73%, o Nasdaq subia 3,37% e o S&P-500 avançava 3,50%.

As intervenções do Banco Central no mercado cambial nos últimos dias também têm influenciado o comportamento da moeda americana negociada no Brasil. Hoje, o BC já realizou um leilão de venda de US$ 1,373 bilhão em contratos de swap cambial, operação em que a autoridade monetária assume posição vendedora em câmbio e compradora em taxa de juros. Esta foi a décima sessão consecutiva com oferta de swaps cambiais. Nos últimos dias, têm sido realizados também leilões de venda direta de dólares e leilões de dólares com compromisso de recompra futura.

Além disso, hoje o presidente do BC, Henrique Meirelles, detalhou medida tomada ontem pelo Conselho Monetário Nacional, que conferiu ao Banco Central o poder de conceder empréstimos em dólar e exigir que eles sejam direcionados ao financiamento do comércio exterior. O primeiro leilão de empréstimo em moeda estrangeira será realizado pelo BC na segunda-feira, disse Meirelles nesta tarde.

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