O dólar comercial era negociado a R$ 1,825 no mercado interbancário de câmbio, em queda de 5,44%, após o leilão de venda de moeda realizado pelo Banco Central, no qual foram vendidos US$ 200 milhões. O lote total ofertado pelo BC era de US$ 500 milhões; os US$ 300 milhões que não foram vendidos no primeiro leilão serão novamente ofertados esta tarde pelo BC, das 15 horas às 15h30.

A intervenção do BC no mercado de câmbio surtiu efeito, após a disparada do dólar ontem à tarde, quando atingiu R$ 1,962. Hoje o dólar comercial já abriu em forte baixa, a R$ 1,847, após ter fechado os negócios ontem a R$ 1,93. Na taxa mínima de hoje registrada até as 13h25, o dólar foi negociado a R$ 1,821.

Além da atuação do BC, o mercado de câmbio reflete também a arrancada das bolsas de valores. O índice Bovespa operava em alta de 8,55% a 52.565 pontos, às 13h20. Em Nova York, o índice Dow Jones subia 4,07% e o Nasdaq avançava 3,64%. O clima de euforia se deve à corrida dos investidores, recomprando ações, após o governo dos EUA ter anunciado ontem à noite planos de criar um fundo para comprar dívidas podres dos bancos de investimentos e outras instituições financeiras e a comissão de valores mobiliários norte-americana (SEC) ter proibido temporariamente a venda a descoberto de posições de 799 companhias financeiras por um período de 10 dias. As medidas visam restabelecer a confiança no sistema financeiro e deter a onda de vendas que vinha consumindo o mercado.

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