O dólar comercial foi negociado hoje em baixa durante o dia todo no mercado interbancário de câmbio e fechou a R$ 1,569, queda de 0,38% em relação a ontem. É a menor taxa desde 19 de janeiro de 1999, quando o dólar valia R$ 1,558.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista fechou a R$ 1,5685, recuo de 0,41%.

O fluxo cambial positivo e uma antecipação de ofertas de dólares por conta da expectativa de novos ingressos no curto prazo pressionaram as cotações para baixo. Um operador afirmou que é esperado até 1º de agosto a entrada de cerca de US$ 3,4 bilhões relativos à negociação de venda de ativos da MMX Mineração para a Anglo American, cuja liquidação é esperada para o dia 5 de agosto.

As apostas dos investidores, principalmente os fundos estrangeiros, na queda das cotações no mercado futuro de câmbio também pesaram na formação de preço do dólar à vista, em meio à "rolagem" dos contratos futuros de dólar na BM&F (por causa do vencimento dos contratos de agosto). A recuperação da Bovespa e das Bolsas norte-americanas também foi monitorada e contribuiu para manter o dólar à vista em baixa no câmbio doméstico, na contramão da moeda no exterior (o dólar subiu ante as principais moedas fortes, como o euro e o iene), que se beneficiou do recuo do preço do petróleo.

O Banco Central absorveu uma parte do fluxo de ingresso de dólares hoje, ao comprar em leilão no mercado à vista cerca de US$ 110 milhões, estimou um profissional. A taxa de câmbio na intervenção do BC foi de R$ 1,5717 por dólar.

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