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SÃO PAULO - Depois da disparada de mais de 4% na sessão de ontem, o preço da moeda norte-americana passa por um ajuste de baixa ante o real. Dados preliminares apontam que o dólar comercial fechou negociado a R$ 2,157 na venda, com queda de 2,17%.

Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) inverteu as quedas dos últimos dois pregões e opera a sexta-feira em alta, acompanhando o bom humor das bolsas de Nova York. Por volta das 17h20, o Ibovespa marcava alta de 1,98%, aos 37.081 pontos.

Departamento de Trabalho americano informou que os EUA eliminaram 240 mil vagas de emprego no país, acima dos 200 mil previstos, ampliando para 1,2 milhão o número de postos de trabalho eliminados no ano. A taxa de desemprego nos EUA subiu a 6,5% no mês passado, a maior desde 1994.

Porém, o mercado ampliou os ganhos após a divulgação dos dados sobre estoques no atacado nos EUA, que diminuíram 0,1% em setembro, para um nível sazonalmente ajustado de US$ 444,18 bilhões, no primeiro declínio dos estoques em 11 meses, e contrariou a expectativa média de analistas, que era de alta de 0,4%.

Segundo o analista da Corretora Geral, Ivanor Torres, os dados sobre o mercado de trabalho dos EUA não poderiam ser diferentes. E dados ruins, na sua opinião, serão constantes no mercado pelo menos até o primeiro trimestre do ano que vem.

Na avaliação de Torres, o grande problema é que o mercado segue sem referencial de preço, por isso de reações exacerbadas tanto de otimismo quanto de pessimismo. "Não se sabe o preço de venda dos ativos, ou mesmo o preço de reposição de matéria-prima."

Essa situação que perdura faz alguns meses, segundo o especialista, evidencia que ainda falta racionalidade ao mercado. E o sentimento negativo que domina os agentes, aliado a desconfiança, deixa espaço para novos movimentos de baixa na Bovespa. "Tem espaço para novas quedas. A recomendação é uma postura mais conservadora."

(* Com informações do Valor Online e da Agência Estado)

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