O dólar recuou hoje em relação ao real, influenciado pela alta das commodities (matérias-primas) e das bolsas globais, pelas medidas do Banco Central para melhorar o direcionamento do crédito para empresas exportadoras e pelas expectativas de fluxo cambial positivo ao País. O dólar comercial terminou o dia em queda de 2,08%, a R$ 2,115.

Na semana, acumulou baixa de 8,84%.

"Com a ligeira melhora do ambiente externo, previsão de ingresso de cerca de US$ 3,12 bilhões da venda da Namisa pela CSN para um consórcio de empresas japonesas e coreanas e expectativa pelo leilão de até US$ 2 bilhões de linha carimbada para exportadores na segunda-feira, as tesourarias anteciparam-se vendendo moeda", explicou um operador.

Apesar da forte queda da semana, o dólar comercial ainda acumula alta de 11,20% em outubro e de 19,15% neste ano. O dólar negociado à vista na BM&F caiu hoje 1,83% e fechou a R$ 2,12. O giro financeiro total somou cerca de US$ 2,802 bilhões.

De acordo com um operador, a venda pelo BC hoje em leilão da oferta integral de US$ 1,373 bilhões em contratos de swap cambial pressionou as cotações da moeda em baixa. Nesse tipo de operação, a autoridade monetária assume posição vendedora em câmbio e compradora em juros.

Outro operador de câmbio de um banco nacional com forte atuação em comércio exterior avaliou que a depreciação atual do dólar reflete o conjunto de ações que vêm sendo adotadas pelo Banco Central, que inclui os leilões de swap cambial, de venda de moeda em espécie, de linha com compromisso de recompra futura e, agora, o novo leilão de taxas para a concessão de empréstimos em moeda estrangeira. "Essa modalidade de leilão é nova, equivale a um empréstimo do BC em dólar aos bancos, que farão repasse aos exportadores. O BC será o credor nesse empréstimo", explicou.

Hoje à tarde, o BC informou que o primeiro leilão de taxas para a concessão de empréstimos em moeda estrangeira será realizado na segunda-feira. O montante máximo do leilão será de US$ 2 bilhões.

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