O dólar comercial oscilou em baixa durante toda a sessão e fechou na menor cotação do dia, de R$ 1,608, em queda de 0,34%. Os negócios foram reduzidos e realizados apenas nas praças fora do Estado de São Paulo, porque o mercado paulista não funcionou devido ao feriado pela Revolução Constitucionalista de 1932.

Com a Bolsa de Mercadorias & Futuros fechada, as mesas de câmbio de bancos e corretoras em São Paulo operaram em regime de plantão para atendimento a outras cidades do País. Os operadores dessas instituições seguiram atentos ao comportamento do mercado internacional, onde as bolsas e o petróleo continuaram voláteis e o dólar perdeu terreno também em relação ao euro e ao iene. Mesmo com a queda, o dólar comercial manteve-se acima da marca de R$ 1,60 pela sétima sessão consecutiva deste mês.

O volume financeiro restringiu-se a operações pontuais relacionadas ao fluxo cambial, segundo os operadores consultados. "Com os negócios esvaziados e a ausência da bolsa, que concentra a liquidez com os mercados de derivativos, não houve operações de oportunidade", disse um profissional, mas apenas ofertas de alguns exportadores e compras de importadores, especialmente. O Banco Central não fez o leilão diário de compra de dólares, o que também ajudou a diminuir o volume de negócios.

No exterior, as principais bolsas européias subiram, recuperando parte das acentuadas perdas de ontem, sustentadas pelo desempenho mais forte do setor bancário, segundo informações da agência Dow Jones. Já os índices acionários em Wall Street seguem voláteis, com demanda por papéis atrelados a matérias-primas (commodities) e recuo das ações nos setores de consumo, financeiro e tecnologia. Destaques de queda são as ações do Merrill Lynch e das agências governamentais de financiamento Fannie Mae e Freddie Mac.

A informação no início da tarde de que a rede de varejo Steve & Barry's LLC entrou com pedido de concordata nos EUA também ajudou a piorar o humor. A Steve & Barry's disse que o pedido de concordata foi em decorrência de um número de fatores, incluindo o aperto de liquidez causado pela volatilidade nos mercados de crédito e a fraqueza econômica geral, que tem afetado os planos de abertura de lojas da companhia e sua habilidade para tomar empréstimos. Em Nova York, às 16h15, o índice Dow Jones recuava 1,29%, o Nasdaq perdia 1,66% e o S&P-500 cedia 1,53%.

O petróleo negociado em Nova York também oscilou, entre a mínima de US$ 136,00 (-0,03%) e a máxima de US$ 137,69 (+1,21%). No fechamento, o preço da commodity subia 0,01%, a US$ 136,05 o barril. No mercado de moedas, por volta das 16h20 (de Brasília), o euro subia 0,46%, a US$ 1,5736%, e o dólar perdia 0,54%, a 106,86 ienes.

Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones, um exercício com mísseis realizado pelo Irã alimentou a compra de euros e de petróleo, assim como os comentários sobre a inflação na zona do euro do presidente do Banco Central Europeu deram impulso adicional ao euro. O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, mostrou preocupações com a inflação e com o euro. Ele disse que os preços ao consumidor devem registrar moderação apenas gradual no próximo ano. O BCE subiu o juro da zona do euro em 0,25 ponto porcentual na reunião de política monetária da semana passada, para conter as pressões inflacionárias, mas sinalizou que a instituição deverá manter as taxas daqui em diante.

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