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Dólar bate R$ 1,88, Bovespa chega a despencar mais de 6%

Após fechar em alta ontem, reduzindo as perdas dos últimos dias, a Bolsa de SP registra novos prejuízos nesta quarta-feira. Por volta de 13h, caía 6,49%, aos 46.034 pontos. O dólar tinha alta de 3,52%, cotado a R$ 1,884. A expectativa é por novas más notícias referentes às principais instituições financeiras dos EUA.

Redação com Agência Estado |

 

Acordo Ortográfico As principais bolsas europeias operavam em alta e se recuperavam de dois dias seguidos de perdas, impulsionadas pelo bom desempenho do setor financeiro, depois do resgate da seguradora AIG pelo governo dos EUA.
 
Porém, analistas não descartam uma queda dos mercados acionários hoje, uma vez que os investidores seguem preocupados com a situação das instituições financeiras.

A Bolsa de Londres subia 0,92%, a Bolsa de Paris ganhava 0,80% e a Bolsa de Frankfurt subia 0,21%. No mesmo horário, os papéis do UBS subiam 6%, após caírem 25% esta semana, enquanto Barclays tinha alta de 14%, depois de perder 12% na semana. A seguradora Axa ganhava 6,7%. Em Nova York, a cautela com o setor financeiro mantém os índices futuros em baixa. Ainda no horário citado acima, o futuro do Nasdaq 100 cai 0,81% e o futuro do S&P 500, 1,35%.

A unidade distrital de Nova York do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) emprestará até US$ 85 bilhões para evitar a falência da AIG. Em troca, o governo dos EUA ficará com 79,9% de participação na seguradora, na forma de títulos chamados notes de participação acionária.

"Não acreditamos em um colapso de efeito dominó das financeiras que leve a uma recessão global", disse o analista Arturo de Frias, do Dresdner Kleinwort. Ele completou que "nenhum governo" pode arcar com o risco moral (moral hazard) de uma recessão que dure muitos anos se uma série de financeiras quebrarem e, portanto, irá intervir se for necessário.

Ainda que os investidores europeus tenham saudado a ajuda do governo a AIG, continuam as preocupações com o setor financeiro diante de eventos recentes como o pedido de concordata do Lehman Brothers. O britânico Barclays concordou em comprar, por 140 milhões de libras esterlinas (US$ 250 milhões), os negócios de renda fixa e venda de ações, negociações de ativos e pesquisa e de banco de investimento do Lehman, e por 800 milhões de libras (US$ 1,43 bilhão) a sede do Lehman em Nova York e os dois centros de dados em Nova Jersey.

Embora analistas da Keefe, Bruyette & Woods tenham apontado que boa parte do acordo entre Lehman e Barclays permanece incerto, tais como a qualidade dos ativos e potenciais encargos de reestruturação, os investidores gostaram do acordo e impulsionaram os papéis do Barclays.

Outro foco de atenção envolvendo a concordata do Lehman é a exposição dos bancos europeus ao banco de investimentos e suas subsidiárias. Ontem, o suíço UBS disse que custará menos de US$ 300 milhões para fechar suas posições com o Lehman, enquanto o francês BNP Paribas colocou sua exposição em 400 milhões de euros (US$ 568 milhões).

As ações dos bancos, como UBS e Barclays, se destacam em alta, assim como a Axa, segunda maior seguradora européia, beneficiadas pela melhora do sentimento. Ainda no setor financeiro, as ações da cedente de hipotecas britânica HBOS subiam 7,7%, às 9h05 (de Brasília), em meio a notícias de interesse doLloyds TSB e do HSBC em uma possível aquisição da financeira britânica.

Fora do setor, a StatoilHydro ASA subia 2,8% e a BHP Billiton avançava 1,2%, por conta da alta dos preços dos metais e do petróleo.

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