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Dólar avança para R$ 2,458, maior preço desde julho de 2005

SÃO PAULO - O dólar voltou a ganhar valor ante o real nesta sexta-feira, testando patamares de preço não registrados desde julho de 2005. Com quatro dias consecutivos de alta, a divisa fechou a semana acumulando valorização de 8,28%.

Valor Online |

No mês de setembro, o ganho está em 13,8%.

Depois de bater R$ 2,482 na máxima do dia, as compras perderam um pouco de força, mas ainda assim o dólar comercial fechou 2,84% mais caro, negociado a R$ 2,456 na compra e R$ 2,458 na venda. Tal valor de fechamento não era observado desde 25 de julho de 2005, quando a divisa fechou a R$ 2,462.

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda apresentou valorização de 3,13%, finalizando, aos R$ 2,470. O giro financeiro somou apenas US$ 73 milhões.

Segundo o operador de mercados futuros da Terra Futuros, Daniel Negrisolo, a formação da taxa de câmbio segue alinhada à deterioração do cenário econômico global e ao contínuo desmanche de posições no mercado interno.

Ainda de acordo com o especialista, o fluxo de dólares que o Banco Central (BC) está disponibilizando ao mercado não é suficiente para saldar as posições que querem sair do Brasil. "A tendência para o dólar continua de alta e não vou me espantar se o dólar chegar a R$ 3,0."
Para ilustrar como a saída de recursos do país é forte, Negrisolo apresenta alguns dados sobre o fluxo de recurso estrangeiro na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). No acumulado de 2004 a 2007 o saldo de negociação foi positivo em R$ 12 bilhões. Só em 2008, mais especificamente de janeiro a 17 de novembro, os não residentes já sacaram mais de R$ 24 bilhões. "Só esse fluxo negativo já justifica a alta do dólar."
Ainda de acordo com o operador, a falta de crédito para antecipação de exportações está segurando a entrada de dólares no mercado brasileiro, o que também contribui para o aumento de preço da moeda estrangeira. "Mesmo com as ofertas do BC e do BNDES, não tem crédito disponível."
Observando o cenário, Negrisolo aponta que está acontecendo uma destruição de riqueza no mundo todo e os ativos brasileiros não escapam disso.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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