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Dólar avança e 3,40% e fecha a R$ 2,368; Ganho na semana passa de 9,5%

SÃO PAULO - Nos instantes finais de negociação desta quinta-feira, a moeda norte-americana registrou uma repique de alta ante o real, atingindo o maior valor de fechamento desde o dia 22 de outubro. Ao final da sessão, a moeda apresentava alta de 3,40%, valendo R$ 2,366 na compra e R$ 2,368 na venda. No acumulado da semana, o dólar já subiu 9,63%.

Valor Online |

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda apresentou valorização de 4,13%, finalizando a R$ 2,3825. O giro financeiro ficou em US$ 125,2 milhões. O giro interbancário somou US$ 3,96 bilhões, mais de duas vezes maior que o observado ontem.

"O mercado começa a perder o medo do Banco Central", resume o diretor de câmbio da Pioneer Corretora, João Medeiros, lembrado que mesmo com leilões de todos os tipos a moeda teima em subir.

Como no pregão de ontem, a oferta de moeda no mercado à vista não teve efeito sobre o preço do dólar. Além desse leilão, o BC também atuou em outras frentes, com a oferta de contratos de swap e um novo leilão de empréstimo de dólar com garantia em contratos para o financiamento de exportações, que resultou na colocação US$ 1,3 bilhão.

Medeiros também aponta que o volume efetivo de negócios tem sido baixo para justificar oscilações bruscas de preços como as de hoje, o que ajuda a reforçar a percepção de que a formação de preço está concentrada no mercado futuro.

Ainda de acordo com Medeiros, os investidores e bancos estrangeiros vêm aumentando, dia após dia, suas posições compradas na BM & F, e o montante já passa de US$ 13 bilhões. "Estão fazendo aposta contra a moeda."
O diretor ainda aponta que tanto os importadores quanto os exportadores estão ausentes do mercado, fazendo operações estritamente necessárias. Quem importa aguarda uma queda na taxa de câmbio, enquanto os exportadores seguram a entrada de moeda, acreditando em dólar ainda mais elevado.

Medeiros também indica que, apesar das medidas para colocar liquidez no mercado e ofertas linhas externas de financiamento ao comércio exterior, muitas empresas ainda estão reclamando de falta de crédito.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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