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Dólar atinge valor mais alto desde junho de 2005

O Banco Central (BC) fez ontem dois leilões de dólar à vista, num total estimado em US$ 530 milhões, e ofereceu quase US$ 2 bilhões em linhas de financiamento de exportação. Mesmo assim, não conseguiu conter a alta de 3,51% da moeda americana, que fechou em R$ 2,475, maior valor desde 9 de junho de 2005.

Agência Estado |

"O dólar só não subiu mais por causa do BC", disse o diretor-adjunto da Levycam Corretora, Adilson Góes.

O diretor de Câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues Joaquim, explicou que há ao menos três fatores pressionando o dólar. O primeiro deles é o vencimento de empréstimos de companhias brasileiras no exterior em dezembro, cujo valor total é de aproximadamente US$ 7 bilhões. Em um mês "normal", a média varia entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões.

Como a taxa de rolagem desses empréstimos está baixa, em razão da crise internacional de liquidez, as empresas têm de ir ao mercado para comprar os dólares e honrar as dívidas. Se o montante de dezembro supera a média dos outros meses, é natural que o dólar fique mais pressionado.

Outro fator, explicou Joaquim, é um movimento comum nesta época do ano: as multinacionais diminuem a exposição ao real, ou seja, compram mais dólares.

A terceira razão está ligada ao fato de que algumas empresas exportadoras não estão conseguindo dólares em um montante suficiente para honrar dívidas, também em razão da crise internacional. "Os bancos credores têm ido ao mercado para poder pagar os compromissos lá fora", disse Joaquim.

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