As negociações no mercado interbancário de câmbio começaram o dia com o dólar em baixa de 0,65%, cotado a R$ 2,305. Ontem a moeda americana recuou 0,22% e fechou a R$ 2,32.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista era negociado às 9h58 a R$ 2,318, leve baixa de 0,09% (a abertura do pregão foi a R$ 2,305).

O mercado doméstico de câmbio tem começado o dia acompanhando o comportamento dos ativos internacionais, deixando para definir o rumo do dia posteriormente, a depender do fluxo de recursos. Hoje, os sinais externos que mais têm influenciado na cotação do dólar ante o real são contraditórios. As principais bolsas europeias operam em alta firme, o que tenderia a pressionar o dólar para baixo aqui. No mesmo sentido colaboram as matérias-primas (commodities), que registram alta generalizada de preço. Já no mercado de moedas, a movimentação sugere a busca por segurança, o que levaria o dólar a subir ante o real.

Perante isso, a aposta dos operadores consultados nesta manhã pela Agência Estado é de que as cotações da moeda norte-americana iniciem o pregão perto da estabilidade. No restante do dia, além do fluxo, os investidores acompanharão, principalmente, as notícias internacionais. O destaque deve ser a tramitação, no Senado dos EUA, do pacote defendido por Barack Obama para reativar a economia. Mas merecem destaque também os dados sobre demissões e emprego no setor privado dos Estados Unidos e o índice de atividade no setor não industrial (serviços) dos gerentes de compra. E ainda há os balanços de grandes empresas.

Na agenda interna, os dados do fluxo cambial de janeiro devem ser o foco do mercado de câmbio, mas independentemente do resultado, dificilmente esses números terão força para definir cotações. Até o dia 23 de janeiro, o fluxo do mês era negativo em US$ 2,693 bilhões. O fluxo comercial estava positivo em US$ 611 milhões e o financeiro era negativo em US$ 3,304 bilhões.

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