O dólar comercial abriu as negociações hoje no mercado interbancário de câmbio a R$ 2,305, o que representa uma alta de 0,52% em relação à taxa de fechamento das operações ontem. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar iniciou o pregão a R$ 2,301, nos contratos de liquidação à vista.

Às 10h34, no entanto, o dólar comercial inverteu o sinal e passou a ser negociado em leve baixa de 0,04%, a R$ 2,292.

A recessão econômica ficou comprovada na Alemanha com a divulgação hoje de um dado mostrando contração da atividade pelo segundo trimestre consecutivo. Não bastasse isso, a OCDE - que engloba 30 países desenvolvidos e vários em desenvolvimento - divulgou relatório corroborando a avaliação que a retração será espalhada. As estimativas do organismo são de que a economia dos países desse grupo como um todo deverá encolher 0,3% em 2009. Acrescentou ainda que a recuperação deve ser lenta e que o desemprego nos EUA atingirá o pico de 7,6% no primeiro trimestre de 2010. A China também admitiu hoje que os efeito da crise global sobre a economia do país são piores do que esperado.

E ainda reverberam as más notícias de ontem. A mudança no direcionamento do pacote norte-americano de auxílio à economia e a piora nas estimativas para a Intel. "É muita coisa ruim realimentando a desconfiança", resume um especialista de mercado ouvido pela Agência Estado. Os reflexos de tudo isso nos mercados financeiros globais são negativos. As bolsas, que chegaram a subir na Europa no começo do dia, mostram indefinição e perdas. O dólar e o petróleo perdem valor. Os preços das commodities - agrícolas e metálicas - também registram quedas.

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