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O dólar foi cotado a R$ 2,3256, alta de 2%, no primeiro negócio de câmbio à vista fechado nesta manhã na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Às 9h47, a moeda americana ampliava a alta para 2,41%, negociada a R$ 2,335.

No mercado interbancário de câmbio, não havia registro de negociações até este horário. Ontem o dólar comercial fechou a R$ 2,281, em alta de 0,62%. Na BM&F, o dólar à vista subiu 0,22% ontem e havia encerrado a sessão a R$ 2,28.

O mercado de câmbio segue refém da liquidez reduzida, mas não vai ignorar a forte queda das posições líquidas compradas dos investidores estrangeiros na BM&F neste dia marcado por movimentos para formação da Ptax para liquidação de contratos futuros e para referencial de ajuste na rolagem de contratos de swap cambiais do Banco Central. No exterior, o euro cede com força ante o dólar, diante da expectativa de que o Banco Central Europeu reduzirá agressivamente suas taxas de juros na próxima semana. E o dólar está praticamente estável frente ao iene, em um mercado de transações mais fracas por causa do dia espremido entre o feriado de Ação de Graças de ontem nos EUA e o fim de semana.

As condições de liquidez nesta manhã seguem limitadas no exterior, garantindo a exacerbação da volatilidade para o dia, já que poucos negócios tendem a influir com mais ênfase no comportamento da moeda. Amplia-se a discussão sobre o comportamento do dólar, que estaria sendo vitimado pela crescente preocupação sobre como os EUA pretendem financiar a série de pacotes de socorro à economia. Há ainda previsões de que a próxima semana trará mais uma rodada de notícias negativas sobre a economia norte-americana. Na próxima semana, será divulgado o dado sobre o mercado de trabalho, com economistas projetando uma contração líquida de 330 mil postos em novembro.