O dólar foi negociado a R$ 2,48, alta de 0,36% em relação a ontem, na primeira transação fechada nesta manhã na Bolsa de Mercadorias & Futuros, no contrato de liquidação à vista. O mercado de câmbio doméstico continua marcado, principalmente, pela volatilidade das cotações resultante de incertezas com os cenário econômicos nacional e externo e pela falta de liquidez, que só acentua essas oscilações.

O terceiro fator a determinar as transações é a presença do Banco Central, que segue mostrando que atuará sempre que considerar necessário.

Ontem, a autoridade monetária deu início à rolagem do vencimento de contratos de swap do dia 2 de janeiro de 2009 e colocou no mercado 66.440 contratos de swap cambial. A oferta era de 80.000 contratos. A colocação envolveu swaps de três vencimentos e somou valor equivalente a US$ 3,221 bilhões. Fez também uma venda de dólares no mercado à vista totalizando cerca de US$ 150 milhões, segundo cálculos do mercado. A taxa de corte foi de R$ 2,44, quando o mercado negociava a moeda norte-americana a R$ 2,46. E hoje, a autoridade continua a rolagem, ofertando até 70.000 contratos de swap com três vencimentos diferentes, somando US$ 3,5 bilhões.

Quanto ao fluxo de recursos, que completa o quadro da formação de preços do câmbio, as perspectivas continuam negativas. E isso tem pressionado as cotações na abertura. Não deve ser diferente hoje, a despeito de ontem os operadores e investidores terem sido surpreendidos por uma operação de venda que rondaria os US$ 600 milhões no mercado futuro. Para dar um norte maior às estimativas sobre entradas e saídas de dólares do País, o Banco Central deve anunciar hoje a primeira parcial do fluxo cambial de dezembro. O mercado prestará atenção.

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