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O dólar abriu em alta de 0,47% a R$ 2,14 nos contratos de liquidação à vista negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Ontem a moeda já havia registrado valorização de 0,47% na BM&F, encerrando a segunda-feira a R$ 2,13.

As bolsas internacionais começam o dia sem uma direção única. Os pacotes de auxílio ao sistema financeiro que continuam sendo anunciados e implantados em diversos países têm cunho positivo na Europa, enquanto os índices futuros de ações de Nova York dão sinais de que os temores de recessão falarão mais alto e registram perdas nesta manhã. No Brasil, o mercado mostra-se predisposto a seguir a cautela, desde ontem à tarde.

A perspectiva é que o real acompanhe o comportamento que está sendo visto no mercado internacional de moedas, no qual o dólar ganha força ante outras divisas. Às 9h20, o euro cedia 0,83% para R$ 1,322. Ainda que comece a prevalecer um sentimento de que a crise parou de piorar e de que a confiança do sistema financeiro começará a ser recuperada, os analistas preocupam-se com os desdobramentos que as últimas semanas terão sobre a economia real.

Internamente, o mercado é influenciado ainda pelas atuações do Banco Central no câmbio. Ontem, a inauguração dos leilões de dólares para o comércio exterior aconteceu como o previsto, segundo corretores desse segmento de negócios. Hoje o BC faz mais um leilão de swap cambial. Quanto a novos leilões para comércio exterior, o mercado acredita que, primeiro, o BC irá avaliar como está sendo o repasse do dinheiro.