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Doha é possível, mas não será fácil , diz Amorim

As perspectivas de um acordo próximo na Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, na semana que vem, parecem mais distantes após a reunião de ontem, no Rio, de negociadores do Mercosul. Estou realista, achando que é possível, mas sabendo que não é fácil, disse o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, após o encontro preparatório para a reunião ministerial da OMC.

Agência Estado |

Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai mantiveram a posição comum de que faltam "avanços substanciais na agricultura".

A rodada, iniciada em 2001, foi criada para isso. Mas, com o tempo, países desenvolvidos passaram a defender que os países em desenvolvimento cedam mais na abertura do setor industrial. A Argentina é que mais resiste. Na coletiva de imprensa, ao ser indagado sobre as chances de os países do Mercosul cederem na proteção à indústria, Amorim passou a palavra ao chanceler argentino, Jorge Taiana. "Insistimos que a possibilidade de resultado positivo, equilibrado e balanceado depende de maior esforço de países desenvolvidos", afirmou Taiana.

Para Amorim, a grande dificuldade são os subsídios agrícolas dos países desenvolvidos, que, por "imprecisões no texto" proposto pela OMC, estão estimados entre US$ 13 bilhões e US$ 16,5 bilhões. "Houve mesmo retrocessos", disse Amorim, sobre o texto.

O chanceler entende que a crise mundial de alimentos deveria facilitar um acordo, "se os políticos fossem racionais". Ele afirmou que "os subsídios impedem a produção de países mais pobres". Segundo ele, no longo prazo isso diminui a produção.

O chanceler citou que "o Haiti foi convencido pelo FMI a parar de produzir arroz". Segundo ele, o País passou a comprar arroz subsidiado porque era mais barato. Agora, os preços subiram e o Haiti não produz mais. Ele apontou a possibilidade de novos itens entrarem na relação dos chamados "produtos sensíveis", os que podem ser objeto de cotas limitadoras de importações.

Para o chanceler brasileiro, a inclusão de novos produtos pode criar "graves prejuízos" e uma "caixa-preta" na OMC. "O motor da rodada é a agricultura", disse o ministro. De acordo com ele, é difícil avançar em outros assuntos sem que isso ocorra na agricultura.

O vice-ministro da Relações Exteriores do Uruguai, Pedro Vaz, afirmou, porém, que "a rodada está avançando", o que não significa que esteja fechada. De acordo com ele, é importante "ver os ganhos nesse pacote (de agricultura e indústria)". Ele afirmou ainda avaliar que é "possível chegar a um acordo geral, não com todos os detalhes, até o fim do ano".

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