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Doha está em dificuldades com impasse em área agrícola

Por Jonathan Lynn GENEBRA (Reuters) - A Rodada de Doha da Organização Mundial de Comércio (OMC) está em dificuldades depois de chegar a um impasse em julho, mas não pode ser descartada completamente, afirmaram na quarta-feira diplomatas e lobistas.

Reuters |

A questão que acabou sendo o fator impeditivo em julho -- uma proposta para ajudar produtores de países pobres em caso de um excesso de importações -- continua a impedir o avanço, disseram eles.

"Temos alguns problemas. Não está parecendo bom. Não está morto mas não estou otimista", disse um diplomata de comércio.

As negociações entre ministros de comércio realizadas há dois meses foram bombardeadas por diferenças entre os Estados Unidos e países em desenvolvimento que exportam alimentos por um lado, e a Índia e outros grandes importadores em desenvolvimento por outro.

Nas duas últimas semanas sete potências comerciais falharam em encontrar uma solução para a salvaguarda que reconciliaria as diferenças, disseram diplomatas.

Diplomatas explicaram que o grupo de sete países -- Austrália, Brasil, China, União Européia, Índia, Japão e Estados Unidos -- pode continuar em contato, mas não tive sucesso por enquanto.

"O G7 produziu algumas propostas viáveis, mas nem todos gostaram delas", disse um embaixador de um país do grupo. "Precisamos de uma resposta da Índia sobre sua posição".

Autoridades e diplomatas vão continuar tentando encontrar uma solução, assim como uma maneira de lidar com outras questões sobre as quais não há acordo até agora, como o nível de subsídios para o algodão nos EUA.

Essas negociações serão em uma série de consultas em pequenos grupos liderados pelo embaixador da Nova Zelândia na OMC, Crawford Falconer, que preside as negociações de agricultura da OMC e se reunirá com membros do grupo na quinta-feira para discutir os próximos passos.

O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, afirmou esperar que as discussões sobre agricultura e bens industriais resultem em um acordo sobre os parâmetros para reduções de tarifas e subsídios nas duas áreas até o final do ano.

"O furacão que atingiu os mercados financeiros não pode desviar a comunidade internacional da busca por uma maior integração e abertura econômica", disse Lamy.

Mas Lamy não disse -- como fez na semana passada -- que está pronto para reunir ministros em Genebra nas próximas semanas para retomar o esforço em busca de um acordo.

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