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DOHA: China diz que faz metade da contribuição dos países emergentes

GENEBRA - A China reagiu duramente a acusações dos Estados Unidos hoje cedo de que está emperrando um acordo na Rodada Doha para liberalização agrícola e industrial global.

Valor Online |

Pequim procurou sair da defensiva e, numa atitude rara em Genebra, mandou seu porta-voz distribuir sua versão. Quando um representante de Pequim apareceu na sala de imprensa com o texto, quase houve atropelamento entre jornalistas, na correria, tal o interesse pelo que diz o poder emergente no comércio global.

Pequim retrucou aos americanos que quer a negociação global e que já vem pagando pela abertura dos mercados. Exemplificou que sua tarifa média na importação de produtos agrícolas é de 15,2%, mais baixa que a média da União Européia, Canadá, Japão e de vários outros países desenvolvidos. E que está comprometido com cortes ainda mais na negociação global.

Na área industrial, esclareceu que sua tarifa média é de 9% e que, na Rodada Doha, vai cortar mais 30% nas alíquotas aplicadas. Estamos fazendo contribuição de 50% do total dos países em desenvolvimento em termos de corte nas tarifas aplicadas, afirmou o representante chinês. Essa é a nossa contribuição.

Os Estados Unidos acusaram a China de não querer cortar as tarifas em produtos como algodão, açúcar e arroz. Os chineses retrucaram que os americanos estão gastando subsídios agrícolas que mais distorcem o comércio num valor entre US$ 7 e 8 bilhões, mas oferecer limitá-los a US$ 14,5 bilhões, preservando muito espaço para ajudar seus agricultores.

Além disso, os EUA podem designar entre 4% e 5% de seus produtos agrícolas como ? ? sensíveis ? ? e só compensar os exportadores com aumento de cotas de 4% do consumo doméstico. Comparou o montante das cotas chinesas e americanas: pelos seus cálculos, os americanos têm cotas de no máximo meio milhão de toneladas, limitando fortemente a entrada de produtos estrangeiros. Já a China diz ter cota de 9 milhões de toneladas para trigo, 7 milhões de toneladas para milho, 5 milhões de toneladas para arroz. E sobre suas cotas, que mesmo com a expansão não passam de meio milhão?, questionou o representante de Pequim.

Na área industrial, a China disse que os EUA estão cobrando participação em setores onde Pequim tem enorme sensibilidade, como químicos, eletrônicos, maquinários.

Indicou também que não vai mesmo fazer novas concessões nas áreas de produtos sensíveis e mecanismo especial de salvaguarda para frear importações agrícolas, refletindo, segundo Pequim, preocupações também dos países mais pobres. Além disso, a China manifestou enorme simpatia por mais proteção para a África do Sul, Venezuela e Bolívia nos acordos de liberalização em discussão na OMC.

(Assis Moreira | Valor Econômico, especial para o Valor Online)

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