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DOHA: Brasil fica contente com outra concessão dos EUA

GENEBRA - Os Estados Unidos acabaram fazendo outra concessão agrícola, só confirmada hoje cedo: o limite de subsídio por produto, que o Brasil considera como um dos maiores ganhos na negociação agrícola.

Valor Online |

Ontem, a representante americana de comércio, Susan Schwab, afirmara a jornalistas que esse ponto estava fora de sua oferta, causando uma decepção no agronegócio brasileiro.

Hoje cedo, no resumo das discussões ocorridas ontem, os representantes da OMC confirmaram que Schwab acabou aceitando formalmente o limite de subsídio por produto, e nas bases que o Brasil e outros emergentes queriam.

O teto de subsídio por produto é mais importante para nós do que esses US$ 15 bilhões de subsídios globais e sem ele não tem jogo'', reiterou André Nassar, diretor-geral do Icone, o instituto de estudos do agronegócio.

Pelo atual acordo da Rodada Uruguai, os EUA podem gastar atualmente até US$ 19,1 bilhões em ajuda a um só produto agrícola. Agora, aceitam baixar esse montante para US$ 7,6 bilhões. Mas com teto específico por produto, o que significa não poder concentrar tudo num só produto, como no passado.

Pela proposta do mediador agrícola, os EUA deveriam limitar os subsídios ao algodão, por exemplo, de quase US$ 4 bilhões pagos em 2005/06 para menos de US$ 550 milhões.

Para a agricultura brasileira, é especialmente importante que sejam freadas as ajudas americanas a quatro produtos - algodão, soja, arroz e milho -, por causa do impacto da produção americana na cotação internacional e de sua fatia no mercado mundial.

(Assis Moreira | Valor Econômico, especial para o Valor Online)

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