Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

DOHA: Brasil busca solução com OMC para a Argentina

GENEBRA - O Brasil está ajudando a buscar uma solução para a Argentina garantir proteção de mais setores industriais, que permitam Buenos Aires aceitar um acordo agrícola e industrial na Rodada Doha.

Valor Online |

A delegação brasileira acompanha de perto as tentativas de solução que o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, busca com Buenos Aires. Parece claro que o acerto, ou parte dele, vai ser dentro do próprio Mercosul. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, promete total solidariedade a Argentina.

O problema, na visão de negociadores de diversos países, é que a Argentina parece não querer mesmo um acordo de liberalização global. Fontes se queixam de que até agora Buenos Aires não explicou direito qual seu problema comercial específico.

A opinião crescente é de que a Argentina e a Índia abandonaram o Brasil - e não o contrário - na negociação global. Brasília nunca escondeu que queria um acordo. Admite agora arranjar solução para o problema industrial argentino, o que significa pagar mais que Buenos Aires na fatura final. Também aceitou que importadores como Índia e China possam aplicar sobretaxa acima da tarifa da Rodada Uruguai, sob certos critérios.

Ainda assim, esses países continuam a mostrar posição maximalistas, quando os outros buscam entendimento para completar a negociação. A briga é entre os realistas, entre os quais se inclui o Brasil, que acham que a rodada vale de qualquer maneira, e um pequeno grupo que continua a achar que não há interesse.

Países como Venezuela e Bolívia, apesar de receberem concessões específicas, só para eles, também persistem com oposição ideológica.

A situação na negociação é esdrúxula, para dizer o mínimo. A China era um dos demandantes de acordos setoriais na área industrial. Agora é contra, na fase crucial. A Argentina dá apoio para a Índia, que quer frear importações agrícolas num nível pouco suportável para outros exportadores. A Indonésia, a própria Índia e outros asiáticos querer barrar importações agrícolas, quando já baixaram suas próprias tarifas em meio à crise alimentar mundial.

(Assis Moreira | Valor Econômico, especial para o Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG