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DOHA: Brasil avisa que vai para a briga para defender o etanol na OMC

GENEBRA - O Brasil vai para a briga se os Estados Unidos e a União Européia insistirem em limitar o acesso do etanol a seus mercados, advertiu o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, em conversa com o ministro indiano de Comércio, Kamal Nath.

Valor Online |

A questão do etanol é considerada fundamental para um acordo na Rodada Doha, daí o interesse de Kamal sobre as barganhas envolvendo o produto. Ir para a briga significaria bloquear um acordo de Doha. Mas a decisão terá de ser bem pesada, no momento preciso, para ver se realmente compensa.

Em conversa com Kamal Nath, o chanceler demonstrou receio de que a UE tente realmente criar cota para o etanol, como o Valor revelou, o que limitaria o acesso do biocombustível ao mercado europeu a um volume insignificante.

Além disso, os EUA recusam negociar a taxa de 54 centavos por galão importado, e tampouco apontou alguma tentativa de solução.

Para o Brasil, a exclusão do etanol da liberalização global é politicamente inaceitável. Se não houver solução na Rodada Doha, o Brasil terá de abrir uma disputa na OMC, denunciando os EUA.

(Assis Moreira | Valor Econômico, especial para o Valor Online)

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