BRASÍLIA - O estoque da dívida pública mobiliária federal interna (DPMFI) aumentou 1,71% em maio, para R$ 1,239 trilhão, depois de ficar em R$ 1,218 trilhão em abril. Os dados constam de relatório do Tesouro Nacional divulgado há pouco pela internet, com atraso, em função da greve de funcionários da secretaria no mês passado.

A elevação se deve à emissão líquida de títulos da dívida no valor de R$ 8,5 bilhões, acrescida da apropriação de juros mensais em R$ 12,393 bilhões.

Considerando as operações de swap cambial, a parcela da dívida atrelada à taxa pós-fixada Selic somou R$ 475,42 bilhões em maio, ou 38,35% do total do endividamento. Esse percentual é ligeiramente inferior ao do mês anterior, quando as dívidas corrigidas pela Selic representavam 38,41% do total.

Os papéis prefixados passaram do equivalente a 34% para 34,3%, correspondendo a R$ 425,25 bilhões. A parcela de títulos públicos federais atrelada a índices de preços verificou pequeno decréscimo na composição do total, saindo de 27,63% em abril para 27,37%, ou R$ 339,27 bilhões, em maio.

Pelos dados do Tesouro, o governo encerrou o mês passado credor em dólar, no equivalente a R$ 25,71 bilhões, com a posição ativa dessa fatia equivalente a 2,07% do estoque da dívida mobiliária federal interna em maio. No mês anterior, essa participação era de 2,17%.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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