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Dívida líquida deve recuar para 37% do PIB em outubro, diz BC

BRASÍLIA - A continuidade da desvalorização cambial em outubro, decorrente da crise financeira internacional, leva o Banco Central (BC) a projetar queda da relação dívida líquida do setor público com o Produto Interno Bruto (PIB) para 37% este mês. Será o menor patamar desde setembro de 1998 (36,5%).

Valor Online |

No mês passado, essa relação caiu 2,1 pontos percentuais do PIB, saindo de 40,4% em agosto para 38,3%, a menor desde outubro de 1998, quando registrou 37,6% do PIB. Sobre os 42,7% do saldo em dezembro de 2007, o recuo no acumulado do ano foi de 4,3 pontos do PIB.

A grande contribuição veio da elevada depreciação do real frente ao dólar americano, em 17,1% no mês de setembro. A alta do câmbio favorece a dívida líquida, porque o governo tem ativos maciços atrelados ao dólar, como as reservas cambiais, cujo valor fica mais alto em reais, e tem uma posição credora na dívida interna atrelada ao câmbio.

Também beneficia a conta de juros. O chefe-adjunto do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel, explicou que em setembro a conta de juros teve recuo acentuado, situando-se em R$ 6,14 bilhões. A autoridade monetária lucrou R$ 6,5 bilhões com o ajuste de contratos de swap (em que paga juros e recebe a variação do câmbio), que contribuiu para reduzir os juros apropriados.

Maciel explicou que na posição de setembro, cada 1% de variação positiva no preço do dólar gerou uma redução de 0,12 ponto percentual do PIB na dívida líquida. Assim, na diminuição de 2,1 pontos em relação à posição de agosto, o efeito câmbio contribuiu com 1,6 ponto percentual do PIB.

Para a projeção de 37% do PIB em outubro, o BC considera uma taxa de câmbio em R$ 2,11 no fechamento do mês, hoje. Em termos nominais, o saldo da dívida em setembro ficou em R$ 1,127 trilhão, ante R$ 1,182 trilhão no mês anterior.

O técnico do BC explicou que, apesar desse movimento de retração, a projeção para o saldo da dívida líquida ao fim de 2008 está mantida em 40,5% do PIB.

"Preferimos aguardar novos movimentos da taxa de câmbio", disse Maciel, lembrando que, em princípio, a revisão da projeção está prevista para dezembro.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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