Houve um crescimento significativo do endividamento das famílias brasileiras nos últimos anos, de acordo com estudo realizado pelo Banco Central e que consta do relatório trimestral de inflação, divulgado ontem. Para o BC, no entanto, essa trajetória não afeta a estabilidade financeira, pois a inadimplência é baixa e o comprometimento da renda se mostra equilibrado.

O nível de endividamento saltou de 12,2% da renda das famílias no primeiro trimestre de 2003 para 26,5% no segundo trimestre de 2008, de acordo com o relatório. O comprometimento da renda apresentou elevação mais modesta, passando de 22,9% para 31,3%.

O diretor de Política Econômica do BC, Mário Mesquita, estimou ontem que o crédito deverá fechar o ano com um crescimento de 22,5% a 25% em relação a 2007, o que o levaria a cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB). Mas essa projeção, alertou, foi elaborada com os dados disponíveis até 12 de setembro, e não leva em consideração os impactos do agravamento da crise internacional.

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