A dívida pública em títulos interna do governo federal subiu em junho R$ 7,682 bilhões, alcançando R$ 1,247 trilhão. De maio para junho, o estoque da dívida interna subiu 0,62%.

De acordo com dados divulgados hoje pelo Tesouro Nacional, o impacto dos juros no estoque da dívida em junho atingiu R$ 13,888 bilhões.

Os dados mostram que a parcela da dívida com vencimento em 12 meses (dívida de curto prazo) caiu de 28,30% em maio para 27,41%. Esse é um dos principais indicadores observados e quanto menor o seu porcentual, melhor a avaliação de sustentabilidade da dívida. O prazo médio da dívida interna encerrou o mês de junho em 39,07 meses, apresentando alta em relação aos 38,84 meses em maio.

A dívida pública federal externa alcançou no mês de junho R$ 96,112 bilhões, uma queda de 1,5% em relação a maio. A dívida pública total, interna e externa, terminou junho em R$ 1,343 trilhão, um crescimento de R$ 6,218 bilhões, o equivalente a 0,47%. Em maio a dívida total era de R$ 1,337 trilhão.

Custo

O custo médio da dívida interna do governo em títulos aumentou de 14,20% ao ano em maio para 14,45% ao ano em junho. Essa diferença se deve à variação da taxa Selic de 0,96% ao mês em junho contra 0,88% em maio e à variação do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que foi de 1,98% em junho contra 1,61% em maio. A Selic e o IGP-M são dois dos referenciais utilizados para indexar os juros dos títulos.

No acumulado dos últimos 12 meses, o custo médio aumentou de 12,72% ao ano em maio para 12,91% ao ano em junho, em virtude da maior variação dos índices de preços em junho. O Tesouro destaca que o custo médio acumulado em 12 meses reflete melhor o comportamento do custo de financiamento da dívida pública ao longo do tempo.

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