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Divergências levam UE a reduzir ambições sobre reforma financeira

Bruxelas, 4 nov (EFE).- A União Européia (UE) está reduzindo suas ambições sobre o alcance da reforma do sistema financeiro internacional, após constatar que não são todos os Estados-membros que apóiam a proposta francesa, centrada no aumento da regulação.

EFE |

Os ministros das Finanças da UE (Ecofin) dedicaram hoje sua reunião mensal a preparar a contribuição européia à cúpula internacional que deve começar a definir novas regras de funcionamento para o sistema financeiro no próximo dia 15, em Washington.

A ministra de Finanças francesa, Christine Lagarde, cujo país preside este semestre a UE, afirmou que o documento apresentado pela França suscitou "em geral, consenso", mas durante a discussão ficaram claros os receios de vários países perante a possibilidade de cair em um excesso de regulação.

Fontes da UE disseram que a Presidência francesa deve optar por encurtar o texto e torná-lo mais geral para contentar todos os países.

Para a reunião de Washington está convocado o G20, que reúne os países mais industrializados do mundo e os principais emergentes, incluindo o Brasil.

Em sua proposta, a França quer aumentar a vigilância do sistema financeiro, garantindo que não há nenhuma instituição financeira, nem instrumentos de investimento nem territórios isentos de regulação; melhorar o controle dos riscos; reforçar a cooperação além da fronteira entre supervisores; e reformar o FMI.

O documento também propõe estabelecer um mecanismo de alerta perante as ameaças à estabilidade do sistema financeiro, baseado na contínua troca de informação entre FMI, supervisores, bancos centrais e reguladores.

Embora a maioria dos ministros tenha qualificado as idéias francesas de "boa base para a discussão", algumas divergências também ficaram evidentes.

O vice-presidente espanhol, Pedro Solbes, deixou claro que apóia o aumento da transparência no sistema financeiro, a obrigação por parte das entidades de cobrir adequadamente seus riscos e a adoção de mudanças no Governo corporativo para recuperar a confiança.

No entanto, se mostrou menos convencido da necessidade de estender a regulação a todos os mecanismos de investimento e considerou que é preciso deixar margem às entidades para seguir efetuando operações fora de seus balanços.

A delegação alemã é contra o pedido da UE por "uma resposta internacional coordenada aos desafios macroeconômicos futuros", temerosa de que se possa concluir dessa redação a aposta por um Governo econômico europeu.

No entanto, todos concordaram que o FMI deve desempenhar um papel muito relevante no controle das finanças mundiais e que, para isso, é essencial uma reforma da instituição.

Os membros da UE também concordam que convém reforçar o papel do Fórum de Estabilidade Financeira - um órgão com sede na Suíça integrado por banqueiros e reguladores de países ricos - e ampliar a relação de países representados nele.

Os líderes da UE realizarão na próxima sexta-feira um encontro extra-oficial em Bruxelas para ultimar a posição européia na reunião de Washington. EFE epn/ab/plc

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