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Divergências entre Europa e EUA podem causar impasse no G20

Washington, 14 nov (EFE).- Os chefes de Estado europeus chegam hoje a Washington com uma agenda já encontrando oposição no presidente americano, George W.

EFE |

Bush, que rejeita a proposta deles de maior regulação global aos mercados, argumentando que a crise financeira foi causada por má gestão de risco.

O republicano Bush, que em pouco mais de dois meses entrega o cargo a seu sucessor, o democrata, Barack Obama, afirmou ontem, em um jantar com chefes de Estado em Washington - espécie de preliminar da cúpula de amanhã - que a atual crise mundial, com epicentro nos Estados Unidos, "não é um fracasso do livre mercado".

Segundo ele, a culpa é de "normas defasadas e má gestão de risco" e "a solução, não é um maior Governo, mas um Governo mais inteligente".

A visão é bem distinta dos chefes europeus, especial do presidente francês e de turno da UE, Nicolas Sarkozy, e do primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown.

Sarkozy chega a Washington com a intenção de firmar um acordo para iniciar amplas reformas com prazo de 100 dias, no que é apoiado pela chanceler alemã, Angela Merkel.

O premiê britânico, por sua vez, pretende reformar os organismos multilaterais para dar mais voz à Ásia e outras economias emergentes e insiste na necessidade de maiores ações coordenadas para impulsionar o crescimento.

Os observadores assinalaram que a proposta de Brown sobre o crescimento poderia ser apresentada com menos resistência que outras iniciativas, na "Cúpula sobre os Mercados Financeiros e a Economia Global", como foi batizada.

A resistência de Bush à política regulatória almejada pela Europa e a ausência do presidente eleito dos EUA, o democrata Barack Obama, aumentam as chances de que o encontro não se traduza em mudanças significativas. EFE tb/jp

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