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Divergência entre partidos persiste

O Senado deve aprovar hoje o pacote de estímulo à economia proposto pelo presidente Barack Obama, mas essa votação é apenas o começo de uma novela que pode se arrastar no Congresso americano. Depois da aprovação pelo Senado, democratas e republicanos vão se reunir para chegar a uma lei final a partir das versões marcadamente diferentes do Senado e da Câmara.

Agência Estado |

No Senado, os democratas conseguiram convencer três republicanos moderados a apoiar o pacote de US$ 827 bilhões, ao atender a reivindicações: cortaram vários programas considerados "desperdício" e adicionaram cortes de impostos. Mas a Câmara aprovou uma versão da lei de US$ 820 bilhões que desagrada muito aos republicanos, porque contém mais gastos de governo e menos incentivos fiscais do que a versão do Senado. Deputados e senadores vão ter de chegar a um consenso sobre a lei final.

"Se a lei que emergir da conferência estiver cheia de desperdício e ultrapassar os US$ 800 bilhões, eu vou votar contra; não posso aprovar uma lei cara e inchada", disse ontem a senadora Susan Collins. Collins foi um dos três republicanos que concordaram em aprovar a lei no Senado.

O presidente Obama havia fixado 16 de fevereiro como data para assinar o pacote de estímulo, mas muitos observadores duvidam que a legislação esteja pronta dentro desse prazo. E a maioria dos economistas adverte: quanto mais demorar para o estímulo ser aprovado e começar a ser injetado na economia, maior o perigo de ele não ser eficiente.

A versão do Senado custa US$ 827 bilhões, sendo US$ 281 bilhões em cortes de impostos, US$ 263 bilhões em ajuda a desempregados e US$ 283 bilhões em gastos do governo. Já a versão da Câmara, de US$ 820 bilhões, prevê US$ 182 bilhões em cortes de impostos, US$ 278 bilhões em ajuda a desempregados e US$ 360 bilhões em gastos do governo.

Para chegar a um acordo no Senado, os senadores democratas concordaram em cortar recursos para escolas e faculdades e reduzir benefícios de assistência médica a desempregados, além de adicionar incentivos fiscais para a classe média e para compra de imóveis e carros. Alguns democratas da Câmara já estão chiando e querem que os recursos para escolas façam parte da versão final da lei, além de pregarem uma redução dos estímulos fiscais.

Segundo eles, o corte de impostos para a classe média, no valor de US$ 70 bilhões, não será eficiente para estimular a economia imediatamente porque os beneficiados não estão tão mal e devem poupar o dinheiro, em vez de gastar. Eles também reclamam do corte na ajuda aos governos estaduais.

"Vamos tentar fazer isso da forma mais rápida possível", disse o senador Harry Reid, líder democrata. "Precisamos completar o trabalho nesta semana." Ontem, Obama alertou que a demora para aprovação do pacote vai "aprofundar o desastre" para a economia americana. "Não podemos mais nos dar ao luxo de esperar", disse Obama em um encontro na prefeitura de Elkhart (Indiana).

"Se não agirmos imediatamente, milhões de mais empregos serão perdidos e a taxa de desemprego nacional vai se aproximar dos dois dígitos em todo o país", disse.

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