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Divergência entre Boeing e sindicato atrasará mais o programa do 787

SÃO PAULO - As divergências entre a fabricante norte-americana de aviões Boeing e o sindicato que representa seus metalúrgicos são significativas e, portanto, devem demorar a ser resolvidas. Dessa forma, explica o executivo-chefe de Finanças da empresa, James Bell, deverá levar a pelo menos um mês de atraso no programa do novo jato da Boeing, o 787 Dreamliner que, atualmente, já está mais de um ano atrasado em relação cronograma original.

Valor Online |

Obviamente que, cada dia que ficamos parados, é um dia a mais de atraso, afirmou Bell. Não há uma grande margem no programa do 787. Acredito que teremos no mínimo um mês de atraso. Não sei se (a greve) terá um efeito multiplicador (no atraso do programa), acrescentou.

Durante apresentação a investidores do Morgan Stanley, o executivo da companhia afirmou que tanto a Boeing quanto o sindicato estão em uma espécie de período para esfriar as cabeças, após as negociações intensas da última semana.

Essas conversas, embora constantes, falharam em colocar as duas partes na mesma página e evitar a paralisação do trabalho e, consequentemente, o anúncio de que a Boeing não irá completar nenhum avião até que o caso seja resolvido.

A grande divergência entre trabalhadores e o empregador é a intenção da Boeing de acelerar seu processo de internacionalização da produção. Para o 787, a fabricante estabeleceu uma cadeia de fornecedores globais e o sindicato teme que mais postos de trabalho deverão ser fechados na unidade principal da empresa, perto de Seattle, para serem distribuídos a parceiros estrangeiros.

De acordo com Bell, o que o sindicato quer é que todo o trabalho seja feito localmente, o que não é realista. O executivo disse a investidores que a intenção da Boeing é ter completa flexibilidade para transferir sua produção para fornecedores externos. Temos que descobrir qual o balanço ideal, afirmou.

O próprio Bell, porém, afirmou que esse não é o único ponto em que a Boeing e o sindicato discordam. Segundo ele, será necessário que ambas as partes se entendam em várias questões.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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