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RIO - O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, confirmou hoje que os preços da gasolina e do diesel nas refinarias brasileiras estão mais caros do que os equivalentes importados, mesmo com a adição do frete. De acordo com o executivo, já houve importação de volumes dos dois combustíveis e de nafta por distribuidoras que atuam no país.

"Os volumes não foram significativos para o mercado brasileiro, mas já houve importação para venda na rede de postos no país", afirmou Costa, acrescentando que apenas a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) pode revelar os volumes comprados e as empresas importadoras. "Eu sei que houve importação porque atuo no mercado", disse.

Costa rebateu a ideia de que a Petrobras poderia tomar medidas para evitar a entrada de combustível estrangeiro no país. Segundo ele, a Transpetro, subsidiária de transportes da estatal, é obrigada por lei a permitir o transporte de produtos de terceiros caso haja ociosidade na rede de gasodutos e tancagem. Como a importação em geral é de pequenos volumes, não há, de acordo com o diretor, problema para transportar as cargas importadas.

A importação passou a ser uma possibilidade para as distribuidoras que atuam no país, uma vez que a Petrobras não reduziu os preços dos derivados nas refinarias depois que os preços do petróleo começaram a cair nos mercados internacionais. Atualmente, a estatal vende gasolina a R$ 1,10 por litro e diesel a R$ 1,33 por litro na porta das refinarias, valores superiores aos preços externos, mesmo com a adição do frete.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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