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Disputa no Senado ameaça medidas de ajuda a montadoras dos EUA

María Peña. Washington, 17 nov (EFE).- Os democratas tentam desde hoje no Senado, onde têm maioria, a aprovação de um ambicioso plano de estímulo econômico que inclua ajudas para o setor automotivo, mas os republicanos se opõe e tornam o percurso ainda mais difícil.

EFE |

O Senado iniciou hoje uma breve sessão pós-eleitoral, conhecida em inglês como "lame-duck", com o objetivo de dar respostas imediatas à crise econômica e lançar uma ajuda à indústria automotiva.

"Os senadores têm que decidir: ou esperamos até janeiro, quando tenhamos um novo Congresso e um novo presidente, ou tentamos trabalhar sobre estes problemas agora", disse hoje o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, no início da sessão.

A mensagem era dirigida aos republicanos, que não querem nem ouvir falar de um segundo pacote de estímulo econômico e também não apóiam um plano de resgate para General Motors (GM), Ford e Chrysler, as principais montadoras do país.

Em declarações à cadeia de TV "MSNBC", o senador republicano Richard Shelby responsabilizou a gerência pelos males do setor e receitou uma mudança do "modelo de negócios" das grandes empresas.

"Acho que a indústria automotiva é importante, mas será o suficientemente importante para tirar mais dinheiro (...) que não resolverá o problema fundamental que ocasionou?" questionou Shelby, fazendo eco do ceticismo de seu partido.

Caso continue a resistência republicana ao plano de estímulo, Reid prevê apresentar no Senado uma medida que só contenha uma extensão dos benefícios de desemprego e ajudas para o setor automotivo, segundo informou seu escritório.

Tanto o Congresso como a Casa Branca concordam que a indústria automotiva - da qual também dependem abastecedores e concessionárias, entre outras empresas -, precisa de ajuda, mas não há consenso sobre como resgatá-la do abismo.

"A indústria automotiva é uma parte importante de nossa base manufatureira, e queremos que a indústria tenha sucesso e compita na economia global", destacou hoje a porta-voz da Casa Branca Dana Perino.

Segundo a porta-voz, no entanto, o Governo George W. Bush continua se opondo à extração da ajuda de US$ 25 bilhões para Detroit do plano de resgate financeiro de Wall Street, cifrado em US$ 700 bilhões e aprovado no mês passado, como propõem os democratas.

Para ela, os fundos para GM, Ford e Chrysler deveriam provir de um programa de empréstimos a cargo do Departamento de Energia para o desenvolvimento de veículos que consumam menos combustível.

O presidente eleito, Barack Obama, da mesma forma que muitos democratas no Congresso, consideram que a ajuda para as três grandes de Detroit deve ser parte de uma estratégia a longo prazo para revitalizar o setor, e não simplesmente entregar a eles um cheque em branco.

Representantes de GM, Ford e Chryrsler, que na quarta-feira foram a uma audiência da Câmara dos Representantes para expor a gravidade do problema, insistem em que o fracasso de uma só empresa arrastaria as demais e desencadearia a perda de milhões de empregos.

Opositores a isso, no entanto, consideram que o plano é um erro porque não corrigiria seus problemas a longo prazo, além de serem contra à contínua intervenção do Governo na economia.

A maioria democrata no Congresso é atacada por todos os lados: pelos sindicatos, que com seu dinheiro e voto contribuíram à vitória de Obama, e pelas montadoras de Detroit, que pintam um panorama catastrófico para o país caso não se recuperem.

Porém, levando em conta que os democratas, por enquanto, têm uma boa maioria no Senado, muito poucas confiam que o Congresso dê ao setor um balão de oxigênio antes do fim do ano.

O legislador democrata Barney Frank promove na Câmara dos Representantes seu próprio plano, de até US$ 25 bilhões em empréstimos de emergência, que inclui medidas para proteger os contribuintes.

Barney também propõe proibir o pagamento de bônus a empregados do setor que ganhem mais de US$ 200 mil ao ano, a criação de uma junta governamental que vigie as decisões corporativas, e o pagamento de dividendos enquanto as empresas estejam devidas com o Governo.

Fontes legislativas confirmaram hoje à Agência Efe que o Congresso prevê concluir a última sessão legislativa do mandato de Bush nesta sexta-feira ou, o mais tardar, na próxima segunda-feira.

O que ficar de fora terá que esperar a 111ª sessão legislativa, que começa apenas no próximo mês de janeiro. EFE mp/rr

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