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Discurso político não alivia perdas nos mercados europeus

Frankfurt (Alemanha), 16 out (EFE).- As bolsas de valores da Europa voltaram a registrar perdas hoje, em uma tendência que contradiz os discursos políticos, perante o temor da anunciada recessão.

EFE |

Liderando as baixas no continente, fechou o índice S&P/MIB da Bolsa de Milão (6,61%). Caíram também os principais indicadores de Londres (5,35%), Paris (5,92%), Frankfurt (4,91%), Madri (4,11%) e Zurique (3,26%).

"Não podemos esperar que as bolsas reajam imediatamente a nossas decisões", declarou o ministro de Assuntos Exteriores alemão, Frank Walter Steinmeier, após a reunião realizada em Bruxelas pelos líderes da União Européia (UE).

Os países membros da UE reconheceram hoje que suas economias atravessam uma fase de "arrefecimento" e "contração" e se comprometeram a tomar medidas para enfrentar essa fase reafirmando seu apoio à indústria.

Em um ambiente marcado pelo medo da recessão, resultados empresariais que confirmam os efeitos da crise financeira na economia real e rumores sobre uma nova redução das taxas de juros, os investidores optaram pelas vendas.

A reação foi similar no mercado de divisas, com o euro a US$ 1,34, debilitado em um novo dia de liquidação de investimentos perante a queda dos preços do petróleo e do ouro.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) anunciou hoje que antecipa para 24 de outubro, três semanas antes da data inicial, a realização de uma reunião extraordinária para analisar a situação.

Hoje também foi anunciado que a produção das fábricas, minas e unidades de serviços públicos dos Estados Unidos diminuiu 2,8% em setembro, a maior queda mensal desde dezembro de 1974 e pior que o esperado pelos analistas.

O banco Merrill Lynch, adquirido no mês passado pelo Bank of America, anunciou que nos nove primeiros meses do ano perdeu US$ 14,498 bilhões, US$ 7,471 bilhões no terceiro trimestre devido, em parte, a novas amortizações.

A companhia aérea americana Southwest Airlines também anunciou que nos nove primeiros meses do ano ganhou US$ 234 milhões, 56,1% a menos que no mesmo período de 2007, quando teve um lucro líquido de US$ 533 milhões.

Na Europa, os resultados trimestrais das grandes empresas também não deram espaço ao otimismo.

A Nokia, líder mundial de telefonia celular, informou hoje que seu lucro líquido caiu 36,4% entre janeiro e setembro em relação ao mesmo período de 2007, para 3,412 milhões de euros (US$ 4,640 bilhões).

Nesse contexto, o fato de o Índice de Preços ao Consumidor nos EUA ter permanecido sem mudanças em setembro até passou despercebido.

Em Milão, das 343 empresas cotadas em seu principal índice, 267 fecharam com perdas, entre elas o banco Unicredit (13,08%), a entidade financeira mais importante do país, a Intesa SanPaolo (12,54%), além de Unipol (9,93%) e Ubi Banca (4,25%).

Em Zurique, as empresas Nobel Biocare e Syngenta registraram quedas de 9%, a seguradora Zurique Financial caiu 7,82% e o Julius Baer, 7,93%. O maior banco do país, o UBS, perdeu 4,93%.

No pregão espanhol, tiveram destaques as quedas do Banco Santander (6,47%), do BBVA (6,29%), da Iberdrola Renovables (6,48%), da Repsol, (3,98%), e da Telefónica (3,57%).

Já no pregão em Londres, entre as maiores baixas figuram alguns bancos como o Lloyds TSB, que teve queda de pouco mais de 0,1%, para 150 pence.

Em situação similar ficaram as petrolíferas, prejudicadas ultimamente pela diminuição do preço do petróleo, que hoje chegou a ser vendido a US$ 66 o barril em Londres.

Dessa maneira, os grupos BP e Royal Dutch Shell tiveram quedas de 4% e 8,3%, respectivamente.

Em Paris, registraram quedas a Société Générale (8,59%), o Dexia (7,29%), o Crédit Agricole (6,59%), o BNP Pariba (7,07%), e a seguradora Axa (12,51%).

A queda dos preços do petróleo também afetou ações importantes, como as da companhia petrolífera Total, que caiu 9,19%. EFE cv/ab/rr

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